De acordo com a CGU, apesar do histórico de irregularidades na área, há um esforço do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para reduzir o número de obras, com pedido de suspensão do Tribunal de Contas da União (TCU). Em 2007, havia 40 obras nessa situação e neste ano não há nenhuma. Em nota, a CGU informou que as auditorias abrangerão órgãos centrais do Dnit e da empresa estatal Engenharia, Construções e Ferrovias S.A (Valec), em Brasília e nas suas representações regionais.
Entre 2009 e 2011, foram abertos pelo menos 18 processos administrativos disciplinares e sindicâncias instauradas diretamente pela CGU envolvendo pelo menos 30 dirigentes e servidores do Dnit e da Valec. “Outros 150 processos administrativos foram instaurados pelo Ministério dos Transportes”, informa a nota. Do total, 66 são referente ao Dnit. “Todos esses processos são acompanhados pela CGU.”
O Ministério dos Transportes também agiu, nesta segunda, e criou comissão de sindicância para apurar as supostas irregularidades na pasta. Nascimento colocou-se à disposição do Congresso Nacional para prestar os esclarecimentos necessários. Ele estabeleceu prazo de 30 dias para conclusão das apurações.
O ministro também pediu à CGU que faça uma auditoria sobre os contratos mencionados pela reportagem da revista. Nascimento solicitou ao Conselho de Administração da Valec, empresa estatal de ferrovias, que afaste preventivamente o diretor-presidente da companhia, José Francisco das Neves, até que sejam concluídas as investigações pela comissão de sindicância. No último sábado, o ministério comunicou o desligamento temporário de quatro servidores citados na Veja.