Política

Dilma determina que CGU investigue denúncias no Ministério dos Transportes

Ministro Alfredo Nascimento também instaurou sindicância para apurar irregularidades na pasta

A presidente Dilma Rousseff determinou que Controladoria-Geral da União (CGU) investigue licitações, contratos e execuções de obras que deram origem às denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes. A  revista Veja publicou matéria com denúncias de que há no ministério um esquema de pagamento de propina para integrantes do PR, partido do ministro Alfredo Nascimento, em troca de contratos de obras.

De acordo com a CGU, apesar do histórico de irregularidades na área, há um esforço do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para reduzir o número de obras, com pedido de suspensão do Tribunal de Contas da União (TCU). Em 2007, havia 40 obras nessa situação e neste ano não há nenhuma. Em nota, a CGU informou que as auditorias abrangerão órgãos centrais do Dnit e da empresa estatal Engenharia, Construções e Ferrovias S.A (Valec), em Brasília e nas suas representações regionais.

Entre 2009 e 2011, foram abertos pelo menos 18 processos administrativos disciplinares e sindicâncias instauradas diretamente pela CGU envolvendo pelo menos 30 dirigentes e servidores do Dnit e da Valec. “Outros 150 processos administrativos foram instaurados pelo Ministério dos Transportes”, informa a nota. Do total, 66 são referente ao Dnit. “Todos esses processos são acompanhados pela CGU.”

O Ministério dos Transportes também agiu, nesta segunda, e criou comissão de sindicância para apurar as supostas irregularidades na pasta. Nascimento colocou-se à disposição do Congresso Nacional para prestar os esclarecimentos necessários. Ele estabeleceu prazo de 30 dias para conclusão das apurações.

O ministro também pediu à CGU que faça uma auditoria sobre os contratos mencionados pela reportagem da revista. Nascimento solicitou ao Conselho de Administração da Valec, empresa estatal de ferrovias, que afaste preventivamente o diretor-presidente da companhia, José Francisco das Neves, até que sejam concluídas as investigações pela comissão de sindicância. No último sábado, o ministério comunicou o desligamento temporário de quatro servidores citados na Veja. 

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