A presidente, que também foi alvo da espionagem norte-americana, disse pela rede social que confia na segurança do sistema de dados do MME, mas que a denúncia confirma as razões econômicas e estratégicas por trás dos atos da agência de inteligência canadense. “A reportagem aponta para interesses canadenses na área de mineração”, escreveu.
Dilma ressaltou o fato de que Edward Snowden (o primeiro a fazer as denúncias de espionagens feitas pelos EUA) trabalhava havia apenas três meses na empresa que prestava serviços à NSA e, mesmo assim, teve acesso a todos os arquivos que serviram de fonte para as denúncias divulgadas até agora.
Segundo Dilma, tudo indica que os dados da NSA são acessados pelos cinco governos citados na denúncia - Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Austrália e Nova Zelândia - e pelas milhares de empresas prestadoras de serviço com acesso a eles. “É urgente que os EUA e seus aliados encerrem suas ações de espionagem de uma vez por todas”, escreveu a presidenta. “Isso é inadmissível entre países que pretendem ser parceiros. Repudiamos a guerra cibernética,” escreveu.
Nesse domingo, a presidente Dilma Rousseff já havia comentado, em sua conta no Twitter, a espionagem dos Estados Unidos ao Brasil. No perfil @dilmabr, a presidente afirmou ter recebido um livro do jornalista James Bamford sobre o sistema de espionagem norte-americano.
Publicado em 2008, The Shadow Factory: The Ultra-Secret NSA from 9/11 to the Eavesdropping on America (algo como A fábrica de sombras: a ultra-secreta NSA do 11/9 à espionagem da América), mostra, segundo Dilma, que "vem ocorrendo há mais tempo o que apareceu agora: espionagem a cidadãos brasileiros (inclusive eu), cias e ministérios".