De acordo com assessores da presidente, entre os temas incluídos no debate estão as recentes denúncias de espionagem por agências norte-americanas, inclusive envolvendo a invasão de dados particulares de Dilma e assessores. Na cúpula, ela deverá se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de quem o governo brasileiro cobra explicações.
A previsão é que Dilma desembarque por volta das 18h, no Aeroporto Internacional de São Petersburgo. Na quarta-feira, ela tem agenda privada. Para a quinta-feira, estão previstas reuniões com o presidente da China, Xí Jinping, e com os chefes de governo do Brics, além de um jantar oferecido pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin. Na sexta-feira, ela participará do encontro dos líderes do G20 com empresários, executivos e sindicalistas dos mesmos países, o chamado B20 (Business Twenty). A ideia é promover o crescimento global, por meio de investimentos e melhoria da infraestrutura, do restabelecimento da confiança no sistema financeiro, do comércio como motor de crescimento, da inovação e do desenvolvimento como prioridade global, e estimular a criação de postos de trabalho e emprego e investimento com transparência e combate à corrupção.
A Rússia está no comando do G20 até o ano que vem, quando entregará a presidência para a Austrália. O bloco, que engloba os países industrializados e as economias emergentes, reúne 90% do Produto Bruto Global e 80% do comércio mundial, além de dois terços da população do planeta.
Ao final da cúpula, os líderes políticos deverão assinar o chamado Plano de São Petersburgo, que é a declaração final que servirá como base para os acordos do G20, definindo regulações financeiras a curto prazo e medidas para dar mais fôlego à economia mundial. O texto deverá incluir compromissos firmados pelo G20, já consagrados em reuniões multilaterais, e estímulos para a geração de emprego. Para que os compromissos sejam incluídos na declaração, é preciso haver consenso de todos os participantes.