Política

Dilma deve promover reformas no ministério

Presidente teria feito "apelo dramático" a Lula

Dilma deve promover reformas na Casa Civil
Dilma deve promover reformas na Casa Civil Foto : Evaristo Sa / AFP / CP
Depois de mais de sete horas de negociação direta com a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá assumir o Ministério da Casa Civil. O ministério de Dilma passará por uma pequena reforma com o ingresso de Lula, mas ainda não são conhecidos os detalhes das mudanças.

A informação de que Lula assumirá a Casa Civil foi divulgada pelo líder do governo na Câmara, o deputado José Guimarães. Pelo Twitter, o parlamentar revelou que o ex-presidente vai ficar no lugar de Jaques Wagner. Wagner deixou a reunião no Palácio da Alvorada e seguiu para Salvador, para celebrar o seu aniversário. Segundo fontes, o ex-ministro assumiria uma chefia de gabinete do governo.

Desde que tiveram início os rumores sobre Lula integrar o governo Dilma, a Casa Civil foi apontada como a principal alternativa para que Lula viesse para o governo. Nessa terça-feira, entretanto, nas negociações a possibilidade apontada era que o ex-presidente assumisse a Secretaria de Governo, no lugar de Ricardo Berzoini.

Apelo dramático

Lula amanheceu o dia, depois da reunião de quatro horas e meia de terça-feira à noite com Dilma, ainda muito reticente a assumir um cargo no Planalto. "Lula está em uma dúvida atroz. Ele está com muitas dúvidas sérias", reconheceram interlocutores do ex-presidente. Apesar disso, todos os integrantes do núcleo de articulação política do governo tentavam convencê-lo.

O apelo da presidente Dilma a Lula foi "dramático", atestam fontes do Planalto. A alegação da presidente é de que a presença de Lula na equipe seria uma espécie de "bala de prata" de sua gestão. Também participaram da reunião de hoje no Palácio da Alvorada os ministros da Fazenda, Nelson Barbosa, e da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini.

O ministro Aloizio Mercadante, da Educação, protagonista do último problema enfrentado por Dilma por conta da delação premiada do senador Delcidio Amaral, chegou cedo ao Alvorada, mas não participou da mesma reunião de Dilma e Lula.