A presidente Dilma Rousseff participa nesta sexta-feira da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque nos Estados Unidos. Representantes de 160 países irão assinar documento contra as alterações climáticas.
Após chegar aos Estados Unidos e ser recebida por manifestantes contrários ao impeachment, Dilma pode abordar o assunto no discurso na cerimônia. Ela pretende defender o seu mandato e repetir que está sofrendo um golpe parlamentar em entrevistas e comentar o processo de impedimento, cuja abertura foi aprovada no último domingo pela Câmara dos Deputados.
Acordo
Com o objetivo de entrada em vigor em 2020, o acordo, no entanto, só se concretizará quando for ratificado por 55 Estados responsáveis por, pelo menos, 55% das emissões de gases de efeito de estufa. Depois da adoção do texto em Paris, ainda é necessária a assinatura do acordo, até fim de abril de 2017, e a ratificação nacional, conforme as regras de cada país, podendo ser por meio de votação no Parlamento ou de decreto-lei, por exemplo.
Uma das novidades do documento é a revisão, a cada cinco anos, das metas de contribuição de cada Estado para tentar conter o aquecimento do planeta e suas consequências. Entre essas consequências estão a maior frequência de fenômenos extremos de calor, levando às secas e aos incêndios florestais, a concentração da chuva em períodos curtos de tempo, provocando cheias e inundações, e a subida do nível do mar.
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