Embora o encontro de Dilma e Lula já estivesse marcado antes de Cunha pregar o rompimento da parceria com o PT, a ofensiva do deputado causou preocupação no governo. O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), já havia dito que a situação está ficando “insustentável” e cobrado uma solução para a empacada reforma ministerial.
No Palácio do Planalto, Cunha é visto como “imprevisível” e capaz não apenas de fazer bravatas como de pôr a reedição da dobradinha com o PMDB em risco. Além de Lula, toda a coordenação da campanha petista se reuniu com a presidente, no Palácio da Alvorada. Atacado por Cunha em sua página do Twitter, o presidente do PT, Rui Falcão, foi um dos primeiros a chegar. O marqueteiro João Santana, o jornalista Franklin Martins, que coordenará a comunicação do comitê, o tesoureiro Edinho Silva, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o chefe de gabinete de Dilma, Giles Azevedo, também participaram do encontro.