A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse, nesta segunda-feira, que não é uma "política tradicional", mas voltou a afirmar que tem experiência administrativa suficiente para credenciá-la a disputar o cargo. "O fato de ter participado nos últimos cinco anos e meio da coordenação de todos os programas do governo e ter ajudado o presidente na coordenação dos ministros acho que me credencia", afirmou a petista, em entrevista à Rádio Brasil Sul, de Londrina, no Norte do Paraná.
Questionada sobre as pesquisas pré-eleitorais, Dilma adotou o mesmo discurso de seu principal oponente, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB). "Tem que levar as pesquisas como sendo referência, um retrato do momento", disse. "Elas mudam como mudam os ventos, diariamente há flutuações."
Dilma afirmou considerar mais relevante o fato de ter saído de uma "posição bem modesta" e chegar aos índices de cerca de 30% de agora. "Considero que nós vamos apresentar um projeto, que é o projeto do governo do presidente Lula, com avanços", afirmou. "Significa uma prioridade forte à educação, à segurança e à saúde."
Ela também se referiu à pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrando que metade dos moradores em metrópoles tem carteira assinada. "É o que empolga a gente, tenho certeza de que vamos continuar gerando emprego", disse. "Nós somos o governo do emprego e seremos a proposta do emprego com desenvolvimento e distribuição de renda."
A pré-candidata respondeu perguntas sobre o que foi feito no atual governo e o que pretende nas áreas de saúde e educação, destacando a sincronia entre unidades básicas de saúde, unidades de pronto-atendimento, policlínicas e hospitais, além de um reforço na educação em tempo integral, com investimentos pesados na formação dos professores e acesso à banda larga.
Dilma diz não ser uma "política tradicional"
Pré-candidata do PT à Presidência disse ter experiência administrativa suficiente para a disputa eleitoral