A presidente Dilma Rousseff comentou nesta quinta as investigações da Operação Lava Jato, envolvendo desvios de recursos da Petrobras. "Falamos a verdade quando destacamos que o combate à corrupção nunca foi tão firme e severo como no meu governo", disse. Segundo ela, esse momento é inédito porque a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e instituições do Estado brasileiro investigam corruptos e corruptores e não há nenhuma pessoa do governo para obstruir a investigação. "Não tenho e nunca tive tolerância com corruptos e corruptores", disse. Segundo a presidente, o Brasil sairá mais forte ainda desse processo.
Ao lembrar que recebeu um novo mandato do povo brasileiro, Dilma pediu aos conferencistas que deem sugestões e participem para construir um Brasil mais desenvolvido. "Vou continuar coerente com o que penso para o Brasil e para os brasileiros nos últimos 12 anos. O voto que recebi é pela inclusão social, pelo emprego, pela estabilidade política e econômica, mais investimento em infraestrutura e modernização do País e, sobretudo, votos para mais investimento em educação", detalhou. Dilma participou hoje da Conferência Nacional de Educação (Conae).
Dilma nega banqueiro para Fazenda
Um dia depois de conversar com o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, a presidente Dilma Rousseff não confirmou a indicação do banqueiro para assumir a vaga de Guido Mantega no Ministério da Fazenda. "Eu não divulguei nada", disse Dilma. "Vocês (repórteres) dão fora atrás de fora."
Assediada por dezenas de conferencistas depois do evento, a presidente não respondeu à reportagem sobre quando deverá anunciar o sucessor de Mantega na Fazenda. Conforme informou hoje o jornal O Estado de S.Paulo, a escolha de um nome para a Fazenda, para tentar acalmar o mercado, e os desdobramentos e reflexos políticos para o governo em decorrência da Operação Lava Jato foram os dois temas dominantes da reunião de Dilma com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no fim da terça, em Brasília.
O presidente do Bradesco é o principal nome cotado para assumir o Ministério da Fazenda. Além dele, cogita-se o deslocamento do atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, para a Fazenda. O ex-presidente do BC Henrique Meirelles também é cotado para o posto e tido como o nome preferencial de Lula.
Dilma diz não ter tolerância com corruptos e corruptores
Presidente disse que País sairá mais forte após a Lava Jato