Política

Dilma diz que Brasil virou a página da exclusão social

Presidente anunciou ampliação do Plano Brasil Sem Miséria

Dilma diz que falta pouco para que não haja brasileiros na extrema pobreza
Dilma diz que falta pouco para que não haja brasileiros na extrema pobreza Foto : Roberto Stuckert Filho / PR / CP
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira, durante anúncio da ampliação do Plano Brasil sem Miséria, que o País está "virando uma página decisiva na longa história de exclusão social". E destacou ainda que outras páginas precisam ser viradas, como a do acesso ao emprego.

Para a presidente, metas e prazos do programa foram superados e que "falta pouco para que não haja mais brasileiros na extrema pobreza". "Por não termos abandonado nosso povo, a miséria está nos abandonando", disse a presidente, acrescentando que o Brasil retirou pessoas dessa situação por ter sensibilidade, honestidade e coragem política.

Segundo Dilma, além da superação por meio da renda, é preciso levar cidadania e oportunidades. "Nosso desafio é garantir escola em tempo integral, alfabetização na idade certa, creches", destacou. "Agora que acabamos com a miséria visível, temos de ir atrás da miséria ainda invisível, aquela que esconde dos nossos olhos, dos nossos programas e das estatísticas oficiais", completou.

Dilma destacou que é preciso preencher as lacunas do cadastro único dos programas sociais do governo federal, preenchendo-as com nome e endereço, com a tipificação de cada família que ainda não recebe os benefícios do Brasil sem Miséria. A presidente propôs informalmente um grande campeonato pela justiça e igualdade, no sentido de buscar as pessoas que estão fora do levantamento que serve como porta de entrada para os programas sociais. "Vamos todos juntos, governo federal, estados, municípios e movimentos sociais. Vamos vencer esse campeonato e aí vamos entrar para a história como um dos países que, de forma determinada e acelerada, eliminou do seu território a pobreza extrema".

Tecnologia social

Ao falar do Bolsa Família, Dilma mencionou o Brasil possui a "tecnologia social mais avançada do mundo". "Sim, nós construímos a tecnologia social mais avançada do mundo", disse. ""Um fato que nos distingue hoje do mundo, que nos diferencia entre as nações, e é diferente do que está sendo praticado no mundo, com perdas de direitos e, hoje, com o surgimento de pessoas em situação de extrema precariedade em países que eram, até então, líderes na questão do bem-estar social", afirmou.

A presidente assinalou que "os conservadores" não entendem a originalidade do modelo de desenvolvimento brasileiro. "É por isso que as correntes do pensamento conservador, aquelas mesmas correntes que quase empurram o mundo para o abismo da crise, insistem em não entender o Brasil e a originalidade do nosso modelo".

Ao final da cerimônia, a presidente disse que se sentia emocionada e alegre ao ver que "juntos, conseguimos realizar a grande meta de superação da extrema pobreza". "Agora falta pouco, falta muito pouco, mas agora justamente estamos atingindo essa meta, temos de vê-la apenas como o início, um grande e maravilhoso início, do tempo em que o Brasil vai poder realizar em plenitude seu grande papel histórico para o seu povo e o mundo."

Ampliação do Brasil sem Miséria

Com a ampliação do Plano Brasil sem Miséria, anunciada nesta terça-feira, o governo vai retirar 22 milhões de brasileiros da miséria. A presidente assinou medida para garantir um complemento em dinheiro para 2,5 milhões de pessoas com renda per capita inferior a R$ 70, patamar para enquadramento na faixa de extrema pobreza.

O benefício é para pessoas que recebem o Bolsa Família, mas possuem renda per capita inferior a R$ 70 e, além disso, não se encaixam nas regras do programa Brasil Carinhoso, que só contempla quem tem filhos de até 15 anos. O governo avalia que a complementação de renda, a ser paga a partir de março, representará um custo adicional de R$ 773 milhões só neste ano.

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