Ao ser questionada se enviaria outra proposta ao Legislativo sobre o setor portuário caso a MP que tramita atualmente caduque sem aprovação, a presidente respondeu: "Primeiro estou tentando aprovar esta. Vou lutar até quinta-feira", sintetizou.
Diante da insistência dos jornalistas, ela reforçou que o momento é de se trabalhar pela aprovação da atual MP. Pouco antes, durante o discurso na posse de Afif, Dilma defendeu a importância da medida para a competitividade do País e pediu o esforço dos parlamentares para a sua aprovação. "Meu apelo é no sentido de que o Congresso Nacional faça um esforço, no tempo que resta, que é até quinta-feira, para aprovar essa que é uma medida estratégica”, disse.
A presidente destacou que a MP viabilizar a entrada de capital privado na expansão da infraestrutura portuária. “Nós não podemos desenvolver o nosso país se não tivermos uma estrutura dos portos aberta ao setor privado. Em qualquer mudança eu sei que há interesses consolidados e diante deles o novo às vezes aterroriza excessivamente”.
A MP dos Portos estabelece novo marco regulatório para a concessão de terminais portuários à iniciativa privada. Se não for votada pelo Legislativo até o dia 16 de maio, a MP perderá a validade.
A votação foi inviabilizada durante a sessão dessa quarta-feira em função das discordâncias em relação ao texto. Uma emenda aglutinativa apresentada pelo líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), e as acusações do líder do PR, deputado Anthony Garotinho (RJ), de que tinha havido negociatas em torno da MP, tumultuaram a sessão, encerrada logo depois pelo presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).