A presidente Dilma Rousseff acusou a oposição de recorrer a "métodos fascistas", em uma entrevista nesta quinta-feira à imprensa internacional, entre elas o jornal britânico The Guardian. "Nunca vimos tanta intolerância no Brasil", disse Dilma ao The Guardian, lembrando que o povo brasileiro não é intolerante.
A presidente argumentou que os que saem às ruas para protestar contra o seu governo não representam mais do que 2% da população, e criticou seus "métodos fascistas". Ela também garantiu que, até os Jogos Olímpicos, "a paz estará reinando no país".
A presidente voltou a afirmar que qualquer tentativa de tirá-la do poder à margem das urnas se trata de um "golpe de Estado", referindo-se ao processo de impeachment puxado pela oposição no Congresso. "Não estou comparando o golpe de agora com o golpe dos militares (de 1964), mas de todo modo poderá quebrar a ordem democrática do país. E isso terá consequência. Talvez não imediatamente, mas será uma cicatriz na vida política nacional", explicou.
Sobre a polêmica posse de Lula na Casa Civil, Dilma comentou aos repórteres estrangeiros que não houve intensão de protegê-lo de qualquer investigação. A presidente frisou que fez vários convites para compor o ministério, que foram recusados por Lula. Ele aceitou, agora, para auxiliar num momento de crise, segundo Dilma.
Dilma diz que opositores usam "métodos fascistas"
Presidente concedeu entrevistas a jornalistas estrangeiros nesta quinta-feira