Dilma diz que só vai comentar novas denúncias no Brasil

Dilma diz que só vai comentar novas denúncias no Brasil

Presidente evitou responder em Paris acusações contra assessores do ministro do Trabalho

AE

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A presidente Dilma Rousseff não quis comentar neste sábado as denúncias envolvendo assessores diretos do ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT). Em parada de um dia em Paris, a presidente encontrou-se com a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), almoçou com a comitiva brasileira e visitou um museu.

Questionada sobre as denúncias, a presidente se limitou a dizer que não havia lido as reportagens sobre o tema – publicadas pelo portal IG e pela revista Veja – e que não falaria a respeito. "No Brasil a gente responde."

De acordo com a revista Veja, existe no Ministério do Trabalho um esquema de extorsão semelhante aos ocorridos no Turismo e no Esporte. Segundo apurou a reportagem, assessores do ministro Carlos Lupi, todos ligados ao PDT (partido que ele preside), são acusados de cobrar propina para liberar pagamentos a ONGs suspeitas de irregularidades.

Lupi determinou o afastamento do assessor especial Anderson Alexandre dos Santos, coordenador-geral de Qualificação, acusado de ser operador do esquema de achaque a ONGs que tinham contrato com a Pasta. Por meio de nota, Lupi disse que "não compactua com nenhum tipo de desvio de recursos públicos" e mandou abrir sindicância para apurar as irregularidades.

Paris


A passagem por Paris foi a última etapa da viagem da delegação do Brasil na França, onde a presidente e quatro ministros participaram da reunião de cúpula do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo), em Cannes. Hoje pela manhã, Dilma esteve na sede da Unesco para um encontro com a direção da casa, que aprovou em 31 de outubro o ingresso da Palestina como membro permanente da organização.

A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse ter recebido "um forte apoio do Brasil". "A decisão da Unesco sobre a admissão da Palestina era muito bem-vinda para o Brasil, já que o povo palestino tem o direito (de participar da Unesco)", disse a executiva búlgara. Ainda de acordo com Irina, ela e Dilma não evocaram as necessidades financeiras da instituição, que após o ingresso da Palestina perderá mais de 20% de seu orçamento custeado pelos Estados Unidos, que não apoiam a decisão. Questionada se o Brasil estaria disposto a aumentar sua contribuição, a búlgara foi breve: "Não falamos sobre o assunto".


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