O segundo debate dos presidenciáveis no segundo turno, realizado por SBT, Uol e Jovem Pan, reforçou as trocas de acusações entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). O discurso de discussões propositivas ficou para trás e houve muitos ataques de parte a parte, com a presidente Dilma disparando contra o Aeroporto de Cláudio e até lembrando episódio da Lei Seca protagonizado pelo rival. O senador replicou com as denúncias da Petrobras e com um suposto caso de nepotismo do irmão de Dilma, Igor Rousseff, nomeado por Fernando Pimentel na prefeitura de Belo Horizonte.
Na questão do nepotismo, Dilma também atacou, lembrando que a gestão de Aécio Nevesà frente do governo de Minas Gerais contava com pelo menos nove parentes do tucano. No caso do governo mineiro, a maioria dos familiares de Aécio tem grau de parentesco que não é atingido pelas restrições legais que definem casos de nepotismo, mas alguns tinham poder de decisão em importantes áreas do Executivo.
A presidente recordou de um episódio protagonizado por Aécio em 2011, no Rio de Janeiro. "Eu queria saber o que senhor acha e como vê essa questão da Lei Seca e se todo cidadão que for solicitado deve se dispor a fazer o exame de álcool e droga", citou Dilma. O senador, na ocasião, recusou-se a passar pelo teste do bafômetro ao ser flagrado por blitz da Lei Seca. "Tive um episódio que parei numa Lei Seca e minha carteira estava vencida. Naquele momento, não fiz o exame e me desculpei por isso", respondeu Aécio, criticando a "falta de coragem" da presidente em fazer a pergunta diretamente.
O senador foi contundente na questão da Petrobras, iniciando o debate com críticas à corrupção. "Ou a senhora foi conivente, ou incompetente para cuidar da maior empresa pública brasileira", disparou Aécio. Dilma reforçou que os desvios foram descobertos por conta da autonomia dada pelo governo à Polícia Federal.
Ao deixar o debate, Aécio afirmou que a presidente usou o encontro para falar do passado e fazer ataques pessoais mentirosos. "Não consegui entender a presidente, ela não conseguiu falar de uma proposta em relação a absolutamente nada. Não sei se mal orientada pelo seu marqueteiro ou um pouco nervosa, mas ela faz a campanha dos ataques e do passado", disse. Dilma teve sua fala interrompida por um mal-estar. A presidente parou a entrevista e contou que tinha sofrido uma queda de pressão. Recuperada, tentou continuar, mas foi informada que o tempo previsto na legislação havia passado.
Dilma e Aécio sobem tom de acusações no segundo debate do 2º turno
Presidente atacou aeroporto de Cláudio e nepotismo, enquanto senador disparou contra corrupção