O subsecretário-geral do Departamento da América do Sul, Central e do Caribe do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Antonio Simões, afirmou que Argentina e Brasil têm propósitos comuns de programas de desenvolvimento nuclear. “A ideia é trabalhar no desenvolvimento pacífico e de acordo com a visão da comunidade internacional”, disse Simões.
Ele afirmou que há ainda um período para aprofundar as discussões sobre a parceria. “O projeto como um todo deve levar cerca de cinco anos para ser concluído”, afirmou o embaixador. “Tudo o que se refere à instalação de energia nuclear, tanto no Brasil como na Argentina, está sujeito (a uma legislação internacional)”, acrescentou ele.
O diplomata ressaltou que o projeto de construção dos dois reatores de pesquisa é objeto de longa negociação. Mas ainda não foram definidos os valores para investimentos compartilhados. Por enquanto, os técnicos analisam a parte de elaboração do convênio.
Na manhã do dia 31, Dilma Rousseff se reunirá com a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner. Depois, haverá um encontro ampliado com a presença de ministros dos dois países e a assinatura protocolar de atos. Antes de retornar ao Brasil, Dilma se reúne com as Mães da Praça de Maio, movimento de mulheres que ganhou destaque internacional por causa luta em favor da punição dos envolvidos nos crimes da ditadura militar (1976-1983) e na busca pelos filhos e netos desaparecidos neste período.