Paranaense, a ministra da Casa Civil saiu em defesa da agricultura familiar. "O relatório do Aldo Rebelo conta com forte aceitação entre produtores do meu Estado, o Paraná. Ali, 86% dos estabelecimentos rurais são da agricultura familiar", disse a atual ministra. Ela defendeu a dispensa de recuperação da reserva legal para propriedades de até 4 módulos fiscais, que, no Paraná, abrange propriedades de cerca de 80 hectares em média, segundo Gleisi. "Das quase 380 mil propriedades rurais no Paraná, cerca de 320 mil serão beneficiadas se essa medida for aprovada", disse a ministra. O texto foi aprovado na Câmara no dia 24 de maio.
Esta semana, porém, Dilma reafirmou que é contrária à anistia aos desmatadores. "Não negociaremos a questão do desmatamento. Iremos cumprir os compromissos que assumimos e não permitiremos que haja volta atrás na roda da história", afirmou a presidente em discurso anteontem sobre a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que o Brasil sediará no ano que vem.
Gleisi Hoffmann assumiu ontem a Casa Civil, no lugar de Antonio Palocci. Confira o perfil da nova ministra:
Gleisi Helena Hoffmann nasceu em Curitiba (PR), em 6 de setembro de 1965, filha de Júlio Hoffmann e Getúlia Agda. É casada com Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, e mãe de João Augusto e Gabriela Sofia. A nova ministra iniciou a carreira política na adolescência quando entrou no movimento estudantil. Fez parte da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e filiou-se em 1989 ao PT.
Aos 45 anos, Gleisi vive sua primeira temporada no Congresso, mas vem de um círculo próximo da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula. Foi eleita senadora pelo Paraná pela primeira vez em 2010, depois de disputar, sem sucesso, uma vaga no Senado em 2006, apesar de ter obtido expressiva votação.
Advogada, formada pela Faculdade de Direito de Curitiba, com especialização em Gestão de Organizações Públicas e Administração Financeira, ela também foi secretária de Estado no Mato Grosso do Sul e secretária de Gestão Pública da Prefeitura de Londrina.
Em 2002, participou da equipe de transição de governo Lula. Foi nomeada no ano seguinte diretora financeira da Hidrelétrica de Itaipu, onde ficou até o início de 2006, sendo a primeira mulher a assumir um cargo de direção em 30 anos de atividades da usina.