O governo assegura que o País tem condições de garantir a realização não só da Copa das Confederações, como de oferecer segurança à Jornada Mundial da Juventude ou à visita do papa, no mês que vem. Apesar de problemas pontuais, a avaliação é de que a Copa está sendo realizada normalmente.
Não está decidido sequer quem vai falar em nome do governo federal sobre os últimos acontecimentos ou se alguém vai falar. No Planalto, há duas correntes que permanecem discutindo se a presidente Dilma deveria responder aos ocorridos. Há quem ache que, se ela convocar uma cadeia de rádio e TV para falar do vandalismo, poderia trazer o problema para o seu colo. Mas há quem defenda que, de alguma forma, ela, ou alguém designado por ela, fale em nome do governo federal.
Outras reuniões devem acontecer ao longo do dia. Dilma chegou ao Palácio do Planalto às 9h15min e pouco depois começou a reunião com o ministro da Justiça, que estava marcada para às 9h30min. Dilma se reuniu também o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o da Educação, Aloizio Mercadante.
Governo terá de correr atrás
As manifestações de ontem foram comentadas pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, em outro evento ocorrido de manhã no Palácio do Planalto. Segundo ele, o governo terá de “correr atrás” para atender “ao novo padrão de exigência” e demandas que estão surgindo nas manifestações populares.
Segundo ele, a atitude do governo federal, desde o primeiro momento, foi “ir ao encontro das manifestações, abrir o Palácio para conversas com lideranças, tendo a compreensão de que se trata de um novo tipo de movimento, um novo tipo de liderança e de uma nova forma de organização”. Carvalho informou, ainda, que a presidenta deverá se pronunciar em breve sobre as manifestações.