Em sua primeira entrevista após as manifestações contra o governo desse domingo, a presidente Dilma Rousseff afirmou que “valeu a pena lutar pela democracia”. Para ela, “este país está mais forte do que nunca”. Na ocasião, ela sancionou o novo Código do Processo Civil no Palácio do Planalto.
"Muitos da minha geração deram a vida para que o povo pudesse enfim ir às ruas para se expressar. Eu, particularmente, participei do processo de resistência à ditadura”, recordou. “Sofremos as consequências da resistência para ter um país livre da censura e da opressão e da interdição da liberdade de expressão. Nunca mais nós vamos ver no Brasil pessoas que ao manifestarem sua opinião, seja a quem quer que seja, inclusive a presidente da República, possam sofrer quaisquer consequências.”
Em coletiva, Dilma reconheceu que o governo “pode ter cometido algum erro de dosagem” na área econômica. Ela destacou que está aberta ao diálogo para resolver os possíveis erros e que são necessárias correções na política econômica. “A economia não reagiu. Ninguém pode negar que fizemos tudo para a economia reagir. Podem falar que era melhor deixar quebrar. Eu não acredito nisso”, concluiu.
“Corrupção é uma senhora idosa”
Dilma Rousseff disse que vai abrir o diálogo, com humildade, mas que só pode conversar com “quem quer”. Indagada sobre declarações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que afirmou que a corrupção está no Executivo e não no Legislativo, Dilma respondeu: “A corrupção não nasceu hoje. Ela é uma senhora idosa, e pode estar em qualquer lugar, não poupa ninguém. Ela pode estar, inclusive, no setor privado. Não vamos achar que tem qualquer segmento acima de qualquer suspeita. O combate à corrupção começa também em um processo educacional. O fato de você não querer tirar vantagem em tudo na sua vida”.
*Com agências
Dilma evita críticas a protestos contra o governo: “Valeu a pena lutar pela democracia”
Presidente reconheceu que governo pode ter cometido erro na área econômica