Política

Dilma expressa preocupação com ataques de Israel na Faixa de Gaza

Presidente disse que coexistência pacífica na região é fundamental para paz no mundo

Dilma falou com a imprensa em Madrid sobre o conflito na Faixa de Gaza
Dilma falou com a imprensa em Madrid sobre o conflito na Faixa de Gaza Foto : Dominique Faget / AFP / CP
A presidente Dilma Rousseff expressou preocupação com a situação de violência na Faixa de Gaza, motivada pelo conflito entre Israel e a Palestina. O assunto foi tratado durante reunião com o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, em Madri, na manhã desta segunda-feira. “Expressei minha preocupação com a situação de violência na Faixa de Gaza que tanto sofrimento já causou ao povo daquela região. O processo de paz entre Israel e Palestina, cujo único caminho possível é a coexistência pacífica dos dois estados, permanece como condição fundamental para a paz na região e no mundo”, disse durante declaração à imprensa.

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No domingo, Dilma recebeu um telefonema do presidente do Egito, Mohamed Mursi. Ele manifestou preocupação com o agravamento do conflito e disse considerar importante que o Brasil exerça sua influência sobre o assunto, inclusive no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU). Em seguida, a presidente brasileira entrou em contato com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e relatou a preocupação do governo brasileiro com o uso desproporcional da força no conflito. Dilma disse a Ban Ki-moon que é importante que as Nações Unidas assumam plenamente suas responsabilidades na questão.

Bombardeios continuam, apesar de tentativa de cessar-fogo

A sequência de ataques de Israel à Faixa de Gaza começou na quarta-feira. Os bombardeios se intensificaram depois do assassinato do chefe do braço armado do grupo palestino Hamas, Ahmed Jabari. Nesta segunda-feira, 14 palestinos foram mortos. Este é o sexto dia de ofensiva israelense. Os bombardeios aéreos e marítimos prosseguiam contra o território palestino, enquanto centenas de pessoas participavam dos funerais de nove integrantes da mesma família.

Mais de 1.350 alvos foram atingidos na Faixa de Gaza desde quarta-feira, de acordo com números fornecidos pelo exército. Até o momento, mais de 850 foguetes foram disparados a partir do território palestino e um deles matou três israelenses na quinta-feira em Kiryat Malachi, ao sul de Israel. As negociações diplomáticas e visitas realizadas há vários dias do Cairo a Jerusalém, passando por Ramallah e Gaza, devem continuar nos próximos dias, com o objetivo de alcançar um cessar-fogo.

"Pilar de Defesa" é a mais vasta operação israelense contra Gaza desde a ofensiva devastadora de dezembro de 2008 a janeiro de 2009, que cessou apenas temporariamente os disparos de foguetes. Israel continua a repetir que a única condição de trégua é que todos os grupos armados de Gaza parem com os disparos. O Hamas exige por sua vez a garantia que "a agressão e os assassinatos vão parar", assim como a retirada do bloqueio imposto por Israel sobre Gaza desde 2007, como prometido em 2009, mas que jamais foi realizada. Segundo um membro do Hamas, uma solução equilibrada será ver os Estados Unidos, principal aliado de Israel, "garantir" o respeito ao cessar-fogo.

Com informações da AFP

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