Política

Dilma faz reunião a portas fechadas com o ex-presidente Lula

Políticos se encontraram em hotel de São Paulo e não houve pronunciamento oficial

A presidente da República Dilma Rousseff esteve em São Paulo, nesta sexta-feira,  onde se encontrou com seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião ocorreu no Hotel Renassaince, na região da Avenida Paulista, a portas fechadas, e terminou por volta das 20h30min.

Os jornalistas não puderam entrar no lobby do hotel. Foram barrados por seguranças e tiveram que aguardar do lado de fora. Uma recepcionista justificou que o acesso foi negado porque havia muitos eventos no estabelecimento.

Dilma desembarcou no Aeroporto de Congonhas por volta das 17h e sua chegada ao hotel não foi vista pelos jornalistas. No sábado, Dilma irá para o Rio de Janeiro para o Dia Nacional de Mobilização contra o Mosquito Aedes Aegypti. O mosquito é responsável pela transmissão dos vírus da zika, da dengue e da febre chikungunya.

Instituto Lula

Mais cedo, Lula participou de uma reunião do conselho do Instituto Lula, feita no Hotel Grand Mercure, na região do Parque Ibirapuera. A reunião estava agendada desde o final do ano passado. Participaram da reunião o ministro da Cultura Juca Ferreira, o presidente do PT Rui Falcão, o presidente do instituto, Paulo Okamotto, o diretor Celso Marcondes, os ex-ministros Paulo Vannuchi e Luiz Dulci, entre outros.

Segundo Okamotto, a reunião, que teve início por volta das 10h30min, tratou unicamente sobre mudanças no Instituto Lula, que deve passar a olhar mais para questões nacionais e não internacionais, como vinha fazendo. “O que aconteceu é que a diretoria chamou uma reunião dos conselheiros do instituto para fazer um balanço sobre o trabalho do instituto nos últimos quatro anos e definir um plano estratégico para o próximo período no Brasil. Dentro da avaliação da diretoria do instituto e dos membros conselheiros, vimos a necessidade, por conta da conjuntura política e econômica, de focarmos nosso trabalho mais aqui no Brasil, discutindo alternativas para o país”, disse.

De acordo com Okamotto e outros conselheiros do instituto que falaram com a imprensa, em nenhum momento a reunião tratou sobre as investigações da Operação Lava Jato e sobre o depoimento que Lula dará ao juiz Sergio Moro, por videoconferência, como testemunha de defesa do pecuarista José Carlos Bumlai.