"Eu acho uma deferência o Brasil ter sido convidado para falar em nome da nossa região nesse Jubileu de Ouro. Eu acho que reflete o reconhecimento da importância que o Brasil atribui à África", salientou a presidente depois de se encontrar com o primeiro-ministro da Etiópia, Hailemariam Desalegn.
Dilma, contudo, cometeu uma gafe ao chamar o premier etíope de presidente: "Estive há pouco com o presidente Hailemariam Desalegn e isso fica claro também nas relações bilaterais entre Brasil e a Etiópia. O Brasil quer não só estabelecer relações comerciais, investir aqui, vender para o país, mas o Brasil quer também uma cooperação no padrão sul-sul", comentou. O comércio entre Brasil e Etiópia ainda é tímido. No ano passado, vendeu maquinários e tabaco totalizando US$ 55 milhões, enquanto importou couro e peles por US$ 116 mil.
Integram a comitiva brasileira os ministros Aloizio Mercadante (Educação), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Antonio Patriota (Relações Exteriores), além do embaixador Roberto Azevêdo, eleito para a direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). Esta é a terceira viagem de Dilma ao continente só neste ano - a presidente visitou a Guiné Equatorial, em fevereiro, para a III Cúpula América do Sul-África, emendando com uma passagem pela Nigéria, onde se encontrou com o presidente Goodluck Jonathan. Em março, participou em Durban, na África do Sul, da quinta Cúpula de Chefes de Estado e de Governo dos Brics.
Neste sábado, Dilma participa pela manhã da abertura do Jubileu de Ouro da União Africana, na sede da entidade em Adis Abeba. Depois, fará parte de almoço com autoridades e, por fim, prestigia cerimônia de comemoração do Jubileu de Ouro, quando discursará.