Política

Dilma garante que crise global não ameaça Brasil de recessão

Presidente cita reservas internacionais e avalia que mercado instável é uma oportunidade

Dilma garante que crise global não ameaça Brasil com recessão
Dilma garante que crise global não ameaça Brasil com recessão Foto : Antonio Cruz/ABr
Ao discursar para uma plateia de empresários do setor da construção civil, a presidente Dilma Rousseff afirmou, nesta quarta-feira, que "não é bravata" o governo dizer que o Brasil não entrará em recessão por causa da crise financeira internacional. Ela assegurou que o País tem mecanismos ainda não utilizados para evitar que as turbulências globais atinjam a economia.

“Temos condições de reagir. Só seremos presas fáceis se não reagimos”, enfatizou Dilma no 83° Encontro Nacional da Indústria da Construção. Ela afirmou que o governo continuará olhando a crise como uma "oportunidade". "Esta crise é criada em outros países. É uma crise financeira da qual o Brasil não tem responsabilidade alguma", destacou a presidente.

Nesta quarta, a Bovespa reagiu um pouco, apesar das dúvidas na economia mundial e subiu 0,48%. O Ibovespa atingiu a marca de 51.395 pontos. O resultado, porém, só se confirmou após um pregão instável. A Bovespa abriu em baixa e chegou a registrar queda de mais de 2% pela manhã. A Bolsa de Nova Iorque caiu pela terceira vez em cinco pregões, apagando sua recuperação da véspera, arrastada pela queda das ações do setor bancário e temores em relação à economia: o Dow Jones perdeu 4,68% e o Nasdaq, 4,12%. As principais bolsas europeias encerram o dia em forte baixa. Paris caiu 5,5%, Frankfurt recuou 5,13%, Londres perdeu 3,05% e Milão despencou 6,65% nesta quarta-feira.

Ela também citou as reservas internacionais como um dos recursos do qual o Brasil poderá lançar mão. Atualmente, são quase US$ 350 bilhões. Dilma lembrou que a primeira fase do programa Minha Casa, Minha Vida foi lançada após o estouro da crise internacional, em 2008, e elogiou a parceria que os empresários fizeram com o governo naquele momento. De acordo com a presidente, isto foi fundamental para gerar emprego e assegurar renda. "Muitos olharam incrédulos para nós", ressaltou.

Dilma criticou as medidas adotadas, em 2008, nas economias desenvolvidas, que focaram em proteger o sistema financeiro, mas não se preocuparam com a população endividada. "Naquela época, todos os países do mundo utilizaram mecanismos para superar a situação de crédito, utilizaram recursos fiscais, entregaram para os bancos e deixaram sua população endividada com um subprime. Outros, como nós, apostamos no consumo, nos investimentos", frisou.

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