Política

Dilma inaugura colheita de arroz agroecológico no RS

Cerimônia ocorreu com 20 minutos de atraso em Eldorado do Sul

Cerimônia ocorreu com 20 minutos de atraso em Eldorado do Sul
Cerimônia ocorreu com 20 minutos de atraso em Eldorado do Sul Foto : André Ávila
O cultivo de arroz agroecológico ganhou nesta sexta-feira mais um incentivo com a cerimônia de abertura da colheita, inaugurada pela presidente Dilma Rousseff em Eldorado do Sul, na região Carbonífera. Integrantes da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados na Região de Porto Alegre Ltda. (Cootap) e do Grupo Gestor do Arroz, formado por assentados do Rio Grande do Sul, participou do evento que ocorreu no Assentamento Integração Gaúcha.

Ao menos cinco mil pessoas estavam presentes no evento que ocorreu com atraso de 20 minutos, depois que Dilma Rousseff chegou ao Estado, na base aérea de Canoas, fora do horário previsto.

O plantio do arroz agroecológico envolve 472 famílias associadas à Cootap. A expectativa de colheita do grão para esta safra é de 450 mil sacas em aproximadamente 4.700 hectares, o que dá uma produtividade média de 96 sacas por hectare. Na lavoura convencional, segundo a Conab, a produtividade média chega a 146 sacas por hectare. O cultivo agroecológico corresponde a menos de 0,5% do total das lavouras arrozeiras do Estado.

Conforme o técnico-geral do Grupo Gestor do Arroz, Celso Alves da Silva, uma das vantagens do arroz agroecológico é que o uso da tecnologia no manejo está aumentando a produtividade e a renda do agricultor. “Toda a produção de arroz é beneficiada e os subprodutos são usados na pecuária”, destaca. Outras vantagens são um grão diferenciado, com agregação de valor, e a aquisição do produto por programas governamentais.

Ao explicar a diferença entre os cultivos, Silva diz que o arroz convencional utiliza insumos químicos antes e depois da colheita e também para controle do capim arroz e do arroz vermelho, prejudiciais às lavouras. Já o agroecológico é cultivado com técnicas ecológicas, que dispensam produtos químicos e controlam plantas indesejadas pelo manejo da água.

De acordo com Silva, o custo da lavoura convencional é maior devido à aplicação do veneno, ao aluguel de terras e à assessoria. O preço pago nesta semana pela saca de 50 quilos chegou a R$ 37 pelo arroz convencional e a R$ 40 pelo agroecológico, informou o técnico.