A presidente Dilma Rousseff destacou também a indústria naval como um símbolo da queda do desemprego no Brasil. "Se hoje este País tem as menores taxas de desemprego é porque muitas indústrias foram retomadas. E hoje tenho orgulho da indústria porque eu vi o seu crescimento. É por isso que a Graça Foster acaricia este projeto como se fosse um filho, que você vê crescer e de repente está casando e te dá um neto", disse.
Para Dilma, a indústria naval é fruto de uma teimosia do governo brasileiro, que encontrou no passado plataformas com gramas nascendo. "Acho que foi na Mauá, do Rio de Janeiro, que eu vi grama nascer porque não tínhamos trabalhadores. É bom lembrar que em 2003 está indústria tinha desaparecido. Mas nós, na pasta de Minas e Energia, começamos a construir plataforma na época do governo Lula", recordou.
Segundo Dilma, o crescimento da indústria naval também passou pela atitude do governo brasileiro de passar por cima de pessoas que entendiam ser impossível a construção de navios em solo brasileiro. "Disseram que nós só tínhamos competência para construir cascos. Para mim isto era um absurdo porque tínhamos aço, melhores produtores de minério de ferro e uma classe trabalhadora capaz e competente e por que não poderíamos fazer uma plataforma", questionou.
A chefe de Estado brasileira destacou que o Brasil pode crescer muito com o petróleo e adquirir algo mais precioso do que qualquer recurso mineral. "O petróleo pode nos transformar em um país desenvolvido, onde as pessoas possam ter acesso ao conhecimento", destacou.
Além de Dilma, estavam presentes o governador do Estado Tarso Genro, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, e o prefeito de Rio Grande, Eduardo Lawson.
Fase final da P-58
A P-58 está em fase final de construção, no Estaleiro da Quip, em Rio Grande. A plataforma, feita pela CQG Construções Offshore e a Quip, é do tipo FPSO (sigla em inglês para plataforma flutuante que produz, processa, armazena e escoa petróleo) e irá operar no Campo de Baleia Azul, no Parque das Baleias de Campos, situado ao largo do litoral Sul do Estado do Espírito Santo.
A plataforma terá capacidade de produção de 180 mil barris de petróleo por dia, de compressão de 6 milhões de metros cúbicos de gás/dia, de injeção de água de 350 mil barris/dia e de acomodações para 110 pessoas. Ao chegar ao município, Dilma foi até o Estaleiro Rio Grande 1 (ERG1) para verificar as obras de construção de oito cascos, os chamados replicantes, que formarão as plataformas P-66 e P-67.
Mais cedo, em Pelotas, a presidente concedeu entrevistas a rádios locais. Dilma explicou que a travessia que ligará Rio Grande e São José do Norte ainda está em fase de preparação do edital de licitação para o Estudo de Viabilidade Técnica e Ambiental (EVTEA), mas apostou que será feita via ponte. Ela ressaltou a importância da obra e garantiu que concluirá o projeto até o fim do mandato.