Política

Dilma nega que esteja em campanha eleitoral para 2014

Presidente disse que "muita gente torce contra o Brasil", sem citar nomes

A presidente Dilma Rousseff negou nesta terça-feira estar em campanha eleitoral, mesmo após ter intensificado a agenda pelo Nordeste neste ano, região onde cresce a influência do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). "Não estou em campanha, porque eu tenho obrigação durante 24 horas por dia de dirigir o Brasil. É impossível qualquer desvio dessa rota, talvez a única pessoa que não tem interesse nenhum em discutir o processo eleitoral na metade do seu governo seja eu", afirmou.

Dilma disse que muita gente torce para o Brasil dar errado, mas não quis dar nomes àqueles que aponta como pessimistas. "Tem muita gente torcendo para o Brasil dar errado", disse a jornalistas, após participar de cerimônia  de abertura de exposição ''O olhar que ouve", do músico Carlinhos Brown'', no Palácio do Planalto.

Indagada se o senador Aécio Neves (PSDB-MG), seu potencial adversário nas urnas no ano que vem, seria um dos que torcem contra, Dilma respondeu: "Não sei, não perguntei pra ele, aí é sua função", respondeu aos jornalistas.

Ao citar os pessimistas, Dilma destacou a questão da energia elétrica. "É uma absoluta irresponsabilidade, absoluto pessimismo e jogar contra os interesses do País dizer que vai haver racionamento", afirmou. "Não há hipótese no Brasil de ter racionamento. É impensável, especula-se contra o Brasil quando se faz isso."

Inflação

A presidente disse também que o Brasil tem um histórico de combate e controle da inflação e que, em hipótese alguma, dará base para qualquer especulação que se faça sobre o assunto. " Eu tenho responsabilidade presidencial, dar a base para qualquer especulação que se faça. O que eu estou dizendo é isso: o Brasil não flerta com a inflação", disse a presidente.

Dilma ainda ressaltou que o Brasil conseguiu atingir um patamar de estabilidade macroeconômica, inclusive do ponto de vista das contas públicas, quando comparado com situação internacional. Ela disse que não teve de fazer nenhum corte drástico como ocorre, por exemplo, nos Estados Unidos. "Temos uma relação Dívida-PIB das mais baixas do mundo. O Brasil hoje é uma economia robusta, isso não significa que os responsáveis não estejam atentos a todas as características da economia, aumento do investimento, olhar como se dá nossa necessidade", pontuou.

Bookmark and Share