Marco Maia, pré-candidato do PT à presidência da Câmara, também se colocou à disposição de Dilma Roussef para receber as demandas do Executivo. “Nós tratamos de questões gerais”, explicou o deputado. Segundo ele, o parlamento precisa trabalhar “conectado” com o Executivo, mas com garantias “de autonomia entre os poderes”.
Deputado admite alteração na proposta de salário mínimo
Sobre o valor do salário mínimo fixado pelo governo em R$ 540 durante a votação da medida provisória (MP), o parlamentar admite a possibilidade de alteração. A proposta deverá ser votada em março, quando a MP passará a trancar a pauta dos trabalhos do plenário, com a expectativa de se tornar um dos primeiros embates entre o novo governo Dilma Rousseff e o Congresso. A oposição anunciou que vai defender um mínimo de R$ 600, valor proposto pelo candidato derrotado à presidência da República José Serra (PSDB) durante a campanha eleitoral.
Marco Maia disse que o assunto não foi tratado no encontro, mas espera um debate acalorado na Câmara durante a votação da proposta. "Vamos precisar de muita calma e tranquilidade para produzir uma equação para não inviabilizar as contas públicas e, ao mesmo tempo, ter um reajuste que dialogue com a sociedade brasileira. O debate pode sempre produzir alterações nos projetos enviados. É legítimo", afirmou.
Junto com a presidente estavam os ministros Antonio Palocci (Casa Civil) e Luiz Sérgio (Relações Institucionais).