Política

Dilma pede apoio da Câmara dos Deputados para aprovar reformas

Presidente se reuniu nesta segunda com o líder da Casa, o deputado gaúcho Marco Maia

Em encontro com Marco Maia, Dilma pede apoio da Câmara para aprovar reformas
Em encontro com Marco Maia, Dilma pede apoio da Câmara para aprovar reformas Foto : Divulgação
A presidente Dilma Roussef recebeu no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT). Esta foi a primeira reunião entre os chefes dos poderes Executivo e Legislativo na gestão, que se iniciou em 1º de janeiro. De acordo com o deputado, Dilma reafirmou as prioridades de agenda para o Legislativo que já havia anunciado no discurso de posse: “Ela foi muito específica com alguns temas prioritários, como a Reforma Política e a Reforma Tributária.”

Marco Maia, pré-candidato do PT à presidência da Câmara, também se colocou à disposição de Dilma Roussef para receber as demandas do Executivo. “Nós tratamos de questões gerais”, explicou o deputado. Segundo ele, o parlamento precisa trabalhar “conectado” com o Executivo, mas com garantias “de autonomia entre os poderes”.

Deputado admite alteração na proposta de salário mínimo


Sobre o valor do salário mínimo fixado pelo governo em R$ 540 durante a votação da medida provisória (MP), o parlamentar admite a possibilidade de alteração. A proposta deverá ser votada em março, quando a MP passará a trancar a pauta dos trabalhos do plenário, com a expectativa de se tornar um dos primeiros embates entre o novo governo Dilma Rousseff e o Congresso. A oposição anunciou que vai defender um mínimo de R$ 600, valor proposto pelo candidato derrotado à presidência da República José Serra (PSDB) durante a campanha eleitoral.

Marco Maia disse que o assunto não foi tratado no encontro, mas espera um debate acalorado na Câmara durante a votação da proposta. "Vamos precisar de muita calma e tranquilidade para produzir uma equação para não inviabilizar as contas públicas e, ao mesmo tempo, ter um reajuste que dialogue com a sociedade brasileira. O debate pode sempre produzir alterações nos projetos enviados. É legítimo", afirmou.

Junto com a presidente estavam os ministros Antonio Palocci (Casa Civil) e Luiz Sérgio (Relações Institucionais).

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