Política

Dilma pede fim da intolerância e defende a proteção na internet

Governo lançou portal para ouvidoria de direitos humanos online

Governo lançou portal que defende direitos humanos na internet
Governo lançou portal que defende direitos humanos na internet Foto : Roberto Stuckert / Divulgação / Presidência da República / CP
A presidente Dilma Rousseff defendeu o respeito à diversidade e o combate à discriminação na nas redes sociais no discurso de lançamento do Pacto Nacional de Enfrentamento às Violações de Direitos Humanos na Internet. Dilma destacou que o ambiente digital deve ser “regido por regras éticas, comportamentais e civilidades semelhantes à vida fora da rede”.

“Parte cada vez maior das nossas interações com família, amigos e até mesmo com o governo têm ocorrido no ambiente digital, que é rápido e instigante. Como extensão de nossa vida real, o mundo virtual deveria também ser regido por regras éticas, comportamentais e de civilidade semelhantes. No Brasil, as redes sociais têm sido palco de manifestações de caráter ofensivo, preconceituoso, discriminatório e de intolerância. Escondidas no anonimato, algumas pessoas se sentem à vontade para expressar todo tipo de agressão e difusão de mentiras”, afirmou a presidente.

Foi criado pelo governo o portal Humaniza Redes, uma ouvidoria de direitos humanos online para receber denuncias. “Temos a urgente tarefa de conciliar a liberdade de expressão e informação, com a garantia de direitos individuais com o respeito à diversidade e com o combate à discriminação em todas as suas formas”, ressaltou Dilma.

A presidente ainda destacou que o portal não visa diminuir a liberdade de expressão, mas sim combater a discriminação e a intolerância. Dilma ainda fez a defesa da regulamentação do marco civil da internet, sancionado em abril de 2014.

“Uma internet livre e aberta não deve ser um espaço para disseminação da intolerância e do preconceito. O governo tem compromisso inabalável com a liberdade de expressão e de manifestação. Somos a favor do bom debate, do respeito e da convivência democrática entre todos. Prezarmos a liberdade e a democracia, e queremos uma internet que compartilhe respeito e fortaleça direitos e deveres”, declarou.

“Convido todos a participar da consulta pública que propiciará a regulamentação do marco civil. O Humaniza Redes é mais um passo para fortalecer a internet como espaço democrático e de liberdade de expressão, num cenário de respeito aos direitos humanos”, completou.