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A brasileira disse que a tentativa de recuperação da crise provoca ações protecionistas por parte dos EUA a matérias-primas produzidas no Brasil, como o algodão, por exemplo, e isso dificulta a tentativa de desenvolvimento buscado pelo País. A presidente falou que o Brasil tem um dos mercados mais dinâmicos do mundo. “São enormes os nossos desafios, meu governo se concentra nas tarefas necessárias para o crescimento”, afirmou. “Daremos os passos necessários para alcançar o nosso lugar.”
“Reconhecemos e apoiamos o crescimento do Brasil, por isso criamos o G20”, respondeu Obama. O Brasil é um dos nossos principais parceiros comerciais, mas ainda podemos crescer”, acrescentou.
Dilma começou o discurso elogiando o chefe de estado e chegou a chamá-lo de um “homem do povo”. Ela disse que o mundo tem a certeza de que povo americano poderá contar com Obama e que ele seguirá pelo melhor caminho.
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Obama, por sua vez, não foi enfático sobre o assunto mais esperado do seu discurso, pelo menos do ponto de vista da política externa brasileira: a vaga fixa no Conselho de Segurança da ONU. Afirmou que "os Estados Unidos vão continuar trabalhando junto com o Brasil e com outras nações nas reformas que vão tornar o Conselho de Segurança da ONU mais eficaz, eficiente e representativo para poder levar adiante nossas visões compartilhadas de um mundo mais seguro e pacífico".
Minutos antes, Dilma destacara o forte valor simbólico da visita do presidente Obama ao Brasil, logo no início do governo dela, e chamou atenção para o fato de as duas maiores democracias da América terem ousado levar um afrodescendente e uma mulher aos seus mais altos postos. Dilma dedicou boa parte de seu discurso a ressaltar a cooperação histórica entre os dois países, destacando as áreas de educação e inovação como questões-chave nas futuras parcerias. Mas não se furtou a citar pontos críticos da relação entre as duas nações, como o protecionismo norte-americano em relação a produtos exportados pelo Brasil e a lentidão das reformas dos organismos multilaterais, temas evitados por Obama.
O presidente americano ressaltou a amizade de mais de dois séculos entre os dois países, o crescimento econômico e a posição de liderança mundial alcançada pelo Brasil, que, segundo ele, passou de receptor de ajuda externa a doador. O presidente dos EUA disse também que seu país quer ser "um grande cliente" de fontes de energia, citando as novas descobertas de petróleo no Brasil e o interesse de ambos os países em energia limpa.