Política

Dilma pede moderação do protecionismo americano aos produtos brasileiros

Obama afirma que apoia o crescimento do Brasil, mas evita pontos críticos levantados pela presidente

Dilma pede moderação do protecionismo americano aos produtos brasileiros
Dilma pede moderação do protecionismo americano aos produtos brasileiros Foto : Jim Watson / AFP / CP
A presidente Dilma Rousseff pediu moderação do protecionismo americano aos produtos exportados pelo Brasil, durante discurso, ao lado do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que está em visita ao País, neste sábado. Dilma disse que entende os esforços para a retomada da economia americana, mas os efeitos disso são “agudos desequilíbrios econômicos.”

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A brasileira disse que a tentativa de recuperação da crise provoca ações protecionistas por parte dos EUA a matérias-primas produzidas no Brasil, como o algodão, por exemplo, e isso dificulta a tentativa de desenvolvimento buscado pelo País. A presidente falou que o Brasil tem um dos mercados mais dinâmicos do mundo. “São enormes os nossos desafios, meu governo se concentra nas tarefas necessárias para o crescimento”, afirmou. “Daremos os passos necessários para alcançar o nosso lugar.”

“Reconhecemos e apoiamos o crescimento do Brasil, por isso criamos o G20”, respondeu Obama. O Brasil é um dos nossos principais parceiros comerciais, mas ainda podemos crescer”, acrescentou.

Dilma começou o discurso elogiando o chefe de estado e chegou a chamá-lo de um “homem do povo”. Ela disse que o mundo tem a certeza de que povo americano poderá contar com Obama e que ele seguirá pelo melhor caminho.

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Obama, por sua vez, não foi enfático sobre o assunto mais esperado do seu discurso, pelo menos do ponto de vista da política externa brasileira: a vaga fixa no Conselho de Segurança da ONU. Afirmou que "os Estados Unidos vão continuar trabalhando junto com o Brasil e com outras nações nas reformas que vão tornar o Conselho de Segurança da ONU mais eficaz, eficiente e representativo para poder levar adiante nossas visões compartilhadas de um mundo mais seguro e pacífico".

Minutos antes, Dilma destacara o forte valor simbólico da visita do presidente Obama ao Brasil, logo no início do governo dela, e chamou atenção para o fato de as duas maiores democracias da América terem ousado levar um afrodescendente e uma mulher aos seus mais altos postos. Dilma dedicou boa parte de seu discurso a ressaltar a cooperação histórica entre os dois países, destacando as áreas de educação e inovação como questões-chave nas futuras parcerias. Mas não se furtou a citar pontos críticos da relação entre as duas nações, como o protecionismo norte-americano em relação a produtos exportados pelo Brasil e a lentidão das reformas dos organismos multilaterais, temas evitados por Obama.

O presidente americano ressaltou a amizade de mais de dois séculos entre os dois países, o crescimento econômico e a posição de liderança mundial alcançada pelo Brasil, que, segundo ele, passou de receptor de ajuda externa a doador. O presidente dos EUA disse também que seu país quer ser "um grande cliente" de fontes de energia, citando as novas descobertas de petróleo no Brasil e o interesse de ambos os países em energia limpa.



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