Política

Dilma pede renovação do Protocolo de Quioto

Tratado de preservação climática é discutido em conferência mundial na África do Sul

Dilma pede renovação do Protocolo de Quioto à COP-17
Dilma pede renovação do Protocolo de Quioto à COP-17 Foto : Wilson Dias/ABr/CP
A presidente, Dilma Rousseff, defendeu nesta terça-feira a aprovação do segundo período de vigência do Protocolo de Quioto. Foi uma espécie de recado às discussões entre diversos países que participam da 17ª Conferência das Partes na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-17), em Durban, na África do Sul.

“Essa é a posição do Brasil e nós consideramos que isso seria essencial”, definiu Dilma, no Palácio do Planalto. O Protocolo de Quioto foi o primeiro acordo global para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no mundo. O primeiro período de compromisso, estabelecido pelos países, vai de 2008 a 2012.

Para a presidente, é necessária uma decisão “adequada” da conferência sobre a questão do clima. “Em Copenhague [sede da Conferência do Clima em 2009, na Dinamarca] tomamos a iniciativa de reduzir as emissões de gases de efeito estufa no horizonte de 2020 para 36% a 39%. Estamos vendo uma situação um tanto problemática nessa área, do ponto de vista das decisões tomadas em Durban”, avaliou Dilma.

O documento de preservação climática foi assinado em 1997, entrando em vigor no ano de 2005. O protocolo estabeleceu compromissos legais de redução de emissões de gases do efeito estufa para 37 países desenvolvidos, com a exceção dos Estados Unidos, que sempre se recusou a assiná-lo. Nações em desenvolvimento, como o Brasil,  exigem a extensão do acordo, mas Rússia, Japão e Canadá já disseram que não renovarão o tratado enquanto seus concorrentes comerciais - China, Índia e Estados Unidos - não assumirem os compromissos.


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