“Essa é a posição do Brasil e nós consideramos que isso seria essencial”, definiu Dilma, no Palácio do Planalto. O Protocolo de Quioto foi o primeiro acordo global para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no mundo. O primeiro período de compromisso, estabelecido pelos países, vai de 2008 a 2012.
Para a presidente, é necessária uma decisão “adequada” da conferência sobre a questão do clima. “Em Copenhague [sede da Conferência do Clima em 2009, na Dinamarca] tomamos a iniciativa de reduzir as emissões de gases de efeito estufa no horizonte de 2020 para 36% a 39%. Estamos vendo uma situação um tanto problemática nessa área, do ponto de vista das decisões tomadas em Durban”, avaliou Dilma.
O documento de preservação climática foi assinado em 1997, entrando em vigor no ano de 2005. O protocolo estabeleceu compromissos legais de redução de emissões de gases do efeito estufa para 37 países desenvolvidos, com a exceção dos Estados Unidos, que sempre se recusou a assiná-lo. Nações em desenvolvimento, como o Brasil, exigem a extensão do acordo, mas Rússia, Japão e Canadá já disseram que não renovarão o tratado enquanto seus concorrentes comerciais - China, Índia e Estados Unidos - não assumirem os compromissos.