“O uso da força é incapaz de eliminar as causas profundas dos conflitos. Isso está claro na persistência da questão palestina. A cada intervenção militar não caminhamos para a paz mas, sim, assistimos ao acirramento desses conflitos. Não podemos aceitar que essas manifestações de barbárie recrudesçam, ferindo nossos valores éticos, morais e civilizatórios", disse que DIlma, que pediu uma solução definitiva para o conflito entre israelenses e palestinos.
"Gostaria de reiterar que não podemos permanecer indiferentes à crise israelo-palestina. Esse conflito deve ser solucionado e não precariamente administrado, como vem sendo”, afirmou a presidente brasileira, que ainda apoiou a proposta do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, de resposta emergencial ao ebola.
Dilma também abordou a questão climática, um dos principais temas na reunião dos chefes de Estado. “A mudança do clima é um dos grandes desafios da atualidade. Brasil tem feito a sua parte para enfrentar a mudança do clima. Comprometemo-nos com uma redução voluntária das nossas emissões em 36% a 39%, na projeção até 2020. Entre 2010 e 2013, deixamos de lançar na atmosfera, em média, 650 milhões de toneladas de dióxido de carbono”, enalteceu.
Em outros momentos do discurso, Dilma Rousseff exaltou o que considera progressos do País sobre o seu governo e o do ex-presidente Lula em questões sociais e também na educação. Na parte final, a chefe de Estado brasileira fez um apelo pedindo o combate ao racismo, a homofobia e à violência contra as mulheres.
“O racismo, mais que um crime inafiançável é uma mancha que não hesitamos em combater, punir e erradicar. O mesmo empenho que temos em combater a violência contra as mulheres e os afrobrasileiros temos também contra a homofobia. Outro valor fundamental é o respeito à coisa pública e o combate sem tréguas à corrupção”, concluiu.