Política

Dilma pressiona base por MP dos Portos

Texto perde validade na quinta-feira

A presidente Dilma Rousseff pediu mobilização de deputados e senadores dos partidos da base para garantir a votação da Medida Provisória (MP) dos Portos antes que ela perca a validade, na próxima quinta-feira. Para isso,a presidente quer que os ministros políticos indicados pelos partidos se empenhem em garantir os votos dos seus liderados, na Câmara, nesta segunda-feira e, em seguida, no Senado.

Dilma pediu ajuda também ao vice-presidente Michel Temer, presidente de honra do PMDB. Em um primeiro momento, o Planalto não fala em retaliação ao ministro ou parlamentar que não conseguir trazer seus aliados para votar e aprovar a MP. É que o governo não quer que os ministros se sintam ameaçados. Mas lembra que as nomeações são políticas para assegurar a ampla base governista que precisa exatamente ser comprovada momentos cruciais como estes.

Para tentar garantir quórum nesta segunda e o encaminhamento das votações, o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) convocou reunião para às 16h com os partidos da base. Mas o líder do PMDB na Casa, Eduardo Cunha (RJ), anunciou que seu partido não concorda com a votação nesta segunda e avisou que a sigla vai obstruir a sessão para evitar que os parlamentares ausentes tenham o dia descontado em seu contracheque.

Segundo Cunha, a votação será realizada apenas na terça e o PT também apresentou destaques, que podem atrasar a conclusão do processo. "Será que se o governo quisesse mesmo votar, o PT teria apresentado quatro destaques? Nós vamos concordar em votar tudo na terça, mas vamos debater cada destaque. Em alguns vamos votar com o governo, em outros não", avisou.

A presidente Dilma proibiu seus auxiliares a admitir a possibilidade de elaboração de um Plano B, para o caso da MP não ser aprovada e acabar caducando. No entanto, o Plano B já está em curso e o governo deixou de lado a ideia de nova MP, para evitar questionamentos jurídicos, e está trabalhando na elaboração de um decreto presidencial com as medidas de modernização dos portos. Mas o governo já foi advertido que também este decreto poderá ser questionado juridicamente e poderá se transformar em um novo embate com o Legislativo e que o tema poderá parar no Judiciário.

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