Ainda nessa quinta, a presidente recebeu no Planalto presidentes de partidos políticos da base, lideranças da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. "É extremamente consenso entre todas as entidades, todos os movimentos sociais aqui presentes que, entre as propostas postas, a melhor forma é o plebiscito. Nenhum deles defende participação que seja posterior", disse o secretário da Juventude da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Alfredo Santos Junior. "Para nós, é fundamental a participação da população na elaboração da política, da reforma, por isso não só concordamos com o plebiscito, é essencial que a participação popular se dê anterior à elaboração do projeto, por plebiscito, não por referendo".
Segundo a presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Manoela Braga, Dilma achou uma "boa solução" o projeto de lei que destina 75% dos royalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde. O Planalto apoiava inicialmente 100% dos royalties para educação.Os ministros da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e da Educação, Aloizio Mercadante, acompanharam a audiência.
Dilma recebe representantes dos movimentos em defesa dos homossexuais
Mais cedo também, Dilma recebeu representantes de movimentos em defesa dos gays, bissexuais, travestis e transexuais e lésbicas. Ontem, o governo federal lançou o Sistema Nacional de Promoção de Direitos e Enfrentamento à Violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (Sistema Nacional LGBT).
Na cerimônia, autoridades defenderam o fim da tramitação do projeto sobre a “cura gay”, aprovado pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara. O projeto determina que psicólogos atuem para reverter a orientação sexual dos pacientes. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse ser inaceitável que a homossexualidade seja tratada como doença.