Política

Dilma recebe presidentes do Mercosul no Itamaraty

Adesão da Venezuela ao bloco é um dos temas tratados na reunião

Dilma Rousseff recebe a presidente da Argentina, Cristina Kirchner
Dilma Rousseff recebe a presidente da Argentina, Cristina Kirchner Foto : Pedro Ladeira / AFP / CP
Com mais de uma hora de atraso, a presidente Dilma Rousseff se reúne com a presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, do Uruguai, José Pepe Mujica, e o ministro de Minas e Energia da Venezuela, Rafael Ramírez, que representa Hugo Chávez, na primeira etapa da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados. Inicialmente, houve um café da manhã seguido de reunião. Depois, haverá um almoço no Palácio Itamaraty.

Antes da primeira etapa da reunião, Dilma e Mujica se reuniram por cerca de uma hora no Palácio do Planalto. Os dois líderes trataram basicamente dos impactos da crise econômica internacional e dos esforços coletivos que devem ser feitos, principalmente no Mercosul, para combater seus efeitos. Segundo Mujica, é o momento de “reagir” ao que considera protecionismo europeu.

Ao longo do dia, os presidentes conversarão sobre os últimos detalhes para a adesão plena da Venezuela ao Mercosul. Para ser considerado membro pleno, é necessário adequar o país à nomenclatura e às normas do bloco, algo que ocorrerá de forma completa até 5 de abril de 2013, segundo os principais negociadores do processo. O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela e Paraguai - que está suspenso do bloco até abril de 2013. Chile, Equador, Colômbia, Peru e Bolívia participam do grupo como países associados.

Com a adesão da Venezuela, o bloco passou a ocupar 72% do território da América do Sul – aproximadamente três vezes a área da União Europeia. Com os venezuelanos, o Mercosul também eleva seu Produto Interno Bruto (PIB) para US$ 3,32 trilhões. A população do bloco alcança 275 milhões de habitantes.

Paralelamente, serão tratadas as articulações para os ingressos da Bolívia e do Equador no Mercosul, processos que devem levar algum tempo, pois estão ainda na fase preliminar. Também é esperado que se mencione a manutenção da suspensão do Paraguai no bloco.

Ao final do dia, Dilma e Cristina terão um encontro privado no Palácio da Alvorada. A expectativa é que a reunião dure cerca de duas horas. O setor empresarial brasileiro cobra do governo que exija dos argentinos o fim do bloqueio a vários produtos nacionais, porque impede o comércio bilateral e atrapalha as negociações na região. No setor de agronegócios envolvendo Brasil e Argentina, as cobranças se baseiam principalmente no comércio de carne de porco.

Bookmark and Share