Ela também admitiu a possibilidade de falhas. "Somos humanos, pode ter tido falhas. O que estou dizendo é o seguinte: não é uma falha tópica que explica (a ida de pessoas a agências da Caixa em) 12 estados", disse. "Não há processo que não tenha falhas."
Dilma salientou que aguarda o fim das investigações para se posicionar sobre o assunto. "Enquanto não houver alguma avaliação concreta e profunda, nós não emitiremos opinião. (...) Estamos empenhados na investigação por dois motivos. Um, porque pode ter sido um delito. Dois, porque nós temos de aprender com todos os episódios."
A investigação da PF aponta que as informações falsas teriam partido de um telemarketing e de mensagens enviadas para celulares. A Caixa admitiu em nota que alterou, sem aviso prévio, o calendário de pagamento do benefício no dia 17, na véspera da confusão.
Dilma também negou que o julgamento do mensalão não influenciou a escolha do advogado Luís Roberto Barroso para o Supremo Tribunal Federal. "Nós não avaliamos esse aspecto. Ele é um grande constitucionalista. Foi escolhido pela biografia. Construiu essa biografia fora do Supremo. Ele entra no Supremo numa condição bem adequada."