O prefeito de Candiota, Luiz Carlos Folador, só soube do cancelamento por volta das 21h, quando recebeu telefonema do presidente da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), Sereno Chaise. “Precisamos de mais informações para saber o que será feito a partir de agora”, comentou o prefeito, que não foi contatado por representantes do governo.
Dilma Rousseff inauguraria a fase C da Usina Termelétrica de Candiota III, em funcionamento desde o dia 3 de janeiro e responsável pela produção de 350 megawatts de energia a partir do carvão mineral.
A justificativa apresentada ao prefeito para a ausência da presidente é uma dificuldade de agenda. Uma nova data para a inauguração da usina deve ser marcada, conforme informou a Secretaria de Imprensa do Planalto, sem apontar prazo previsto.
Dilma cumprirá rápida agenda na Capital nesta quinta-feira. A petista participará, à noite, da cerimônia do Dia Internacional de Lembrança das Vítimas do Holocausto. O ato, organizado pela Confederação Israelita do Brasil (Conib), acontecerá no Palácio do Ministério Público. A previsão é de que a presidente faça uma breve manifestação no local para relembrar o sofrimento vivido pelas vítimas do nazismo.
O governador Tarso Genro (PT) e o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), também se pronunciarão, bem como alguns dirigentes da Conib. Há previsão de que o prefeito Gilberto Kassab, de São Paulo, esteja presente ao ato.
No decorrer da cerimônia, que contará com a presença de oito judeus que sobreviveram aos campos de concentração, será exibido um vídeo e ocorrerá o momento simbólico do acendimento das velas também em homenagem às pessoas perseguidas pelo nazismo. Após a atividade, Dilma deve retornar a Brasília, ao contrário do definido na sua agenda inicialmente, que previa que ela permaneceria descansando na sua residência, na zona Sul da Capital.