A presidente Dilma Rousseff renovou nesta segunda-feira sua confiança na presidente da Petrobras, Graça Foster, mas antecipou que fará mudanças no conselho administrativo da empresa mergulhada em um imenso escândalo de corrupção. "Graça é uma pessoa ética. Ela disse que se toda esta situação prejudicar o governo ou a Petrobras, colocaria seu cargo à disposição sem problemas. Eu disse a ela que não era necessário", declarou Dilma em um café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto. "É óbvio que o cargo de todas as pessoas do governo estão à minha disposição. O fato de isso ocorrer (Graça colocar o cargo à disposição) é uma consideração comigo, é um ato que se podia chamar de educação política por parte da Graça", observou Dilma. "Eu não estou pretendendo alterar a diretoria da Petrobras, não estou pretendendo. Alterarei o conselho de administração da Petrobras", disse a presidente.
"Tem de ter alguma prova apresentada sobre qualquer conduta da presidente da Petrobras, Graça Foster. Eu conheço a Graça, sei da seriedade, da lisura da Graça, acho que é importante saber qual é a prova que se apresentou (contra a presidente da Petrobras). Porque se eu disser que te falei, o que eu quero? Eu tenho de provar que falei", comentou Dilma. "É muito difícil ter uma situação confortável quando existe a prática de condenar sem dar espaço pra defesa - é muito difícil -, sem perguntar pelas provas, nem pelos interesses. É muito fácil criar situação de constrangimento pra qualquer um."
Em entrevista exibida no último domingo pelo programa "Fantástico", da TV Globo, a ex-gerente-executiva da Diretoria de Abastecimento da Petrobras Venina Velosa da Fonseca disse que informou "a todas as pessoas que podiam fazer algo" sobre irregularidades verificadas por ela. Venina também afirmou que registrou suspeitas por e-mail, e discutiu pessoalmente o assunto com a atual presidente da estatal, Graça Foster, quando a executiva máxima da companhia era diretora de Gás e Energia.
Dilma Rousseff renova confiança na presidência da Petrobras
Presidente antecipou que fará mudanças no conselho administrativo