Política

Dilma se abstém em votação da ONU e desagrada Itamaraty

Presidente não aceitou versão final de texto sobre a Síria e se colocou ao lado dos Brics

A decisão do Brasil de, mais uma vez, abster-se em uma votação no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a repressão a opositores na Síria, partiu diretamente da presidente Dilma Rousseff e, desta vez, incomodou os diplomatas do Itamaraty. A resolução, votada na noite desta terça-feira, teve o Brasil como um dos principais negociadores e, em sua versão final, foi ainda mais branda do que o texto com o qual os diplomatas já haviam concordado.

Ainda assim, a presidente, consultada em Bruxelas (Bélgica), onde participava da Cúpula Brasil-União Europeia, instruiu a missão em Nova Iorque a se abster. A decisão teria sido tomada para manter uma paridade com as posições de outros países dos Brics, bloco liderado por Brasil, Índia, Rússia e China. Índia e África do Sul haviam informado sua decisão de se abster, e Rússia e China, sempre mais resistentes em condenar o governo sírio, avisaram que iriam usar seu poder de veto.

Na votação final, além de Índia, Brasil e África do Sul, apenas o Líbano se absteve. O país do Oriente Médio, que ocupava a presidência do Conselho até a semana passada, sempre resistiu a condenar o regime de Bashar Al-Assad e havia impedido, na sua presidência, o avanço de um texto com sanções.


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