Ainda assim, a presidente, consultada em Bruxelas (Bélgica), onde participava da Cúpula Brasil-União Europeia, instruiu a missão em Nova Iorque a se abster. A decisão teria sido tomada para manter uma paridade com as posições de outros países dos Brics, bloco liderado por Brasil, Índia, Rússia e China. Índia e África do Sul haviam informado sua decisão de se abster, e Rússia e China, sempre mais resistentes em condenar o governo sírio, avisaram que iriam usar seu poder de veto.
Na votação final, além de Índia, Brasil e África do Sul, apenas o Líbano se absteve. O país do Oriente Médio, que ocupava a presidência do Conselho até a semana passada, sempre resistiu a condenar o regime de Bashar Al-Assad e havia impedido, na sua presidência, o avanço de um texto com sanções.