Dilma conseguiu despistar os jornalistas que fazem a cobertura da viagem presidencial aos Estados Unidos e almoçou no restaurante Le Bernardin, um dos mais sofisticados de Nova Iorque. Ela optou pelo cardápio executivo, com vinho, salmão, filé de bacalhau e sobremesa, que custa 49 dólares (cerca de R$ 90). Ela foi acompanhada dos ministros da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; das Relações Exteriores, Antonio Patriota; da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas; e da filha Paula. No fim do almoço, Dilma dispensou o carro e retornou caminhando ao hotel em que está hospedada, a quatro quarteirões de distância do restaurante.
No almoço, Dilma comentou com os ministros a sensação de ter sido a primeira mulher a abrir uma assembleia geral das Nações Unidas. No discurso na ONU, a presidente disse que a crise global é ao mesmo tempo econômica, de governança e de coordenação política. Dilma destacou que, se a situação não for contida, pode se transformar em uma "grave ruptura política e social" sem precedentes.
A presidente dedicou o discurso a todas as mulheres do mundo. "Foi um momento especial para mim, para o Brasil e para as mulheres do mundo. Vou levar essa lembrança da presença calorosa das mulheres deste plenário”, contou Dilma em uma rápida entrevista à Rádio ONU.