Política

Dilma sugere que Lula reveze semanas de agenda “pesada” e “leve”

Ministra afirmou que ele não trabalha mais em ano eleitoral e disse que não ficou assustada

Dilma sugere revezamento entre “semana pesada” e “semana leve” para Lula
Dilma sugere revezamento entre “semana pesada” e “semana leve” para Lula Foto : Ed Ferreira/AE
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta quinta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa se “cuidar mais” e revezar semana de agenda cheia com outra mais tranquila para evitar mais problemas de hipertensão como a ocorrida na madrugada de hoje em Pernambuco. Lula foi atendido no Hospital Português, em Recife, com pressão de 18 por 12, e cancelou todos os compromissos até domingo.

Apesar de reconhecer a necessidade de Lula “se tratar mais” depois da crise de hipertensão, Dilma afirmou que não se pode transformar o episódio em motivo para polêmicas. A ministra contou que a equipe de Lula costuma chamar a rotina de trabalho de “Rally Paris Dakar” e que eles têm mantido rotina de dormir depois da 2h e iniciar compromisso às 9h.

"Eu não acho que o presidente trabalhe mais em ano eleitoral que em ano não eleitoral. Ele vai ter que se tratar mais. Essa história de dormir às 2h e chegar às 9h no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) precisa ser analisada. Talvez intercalar uma semana mais pesada e uma mais leve."

Dilma informou que o presidente já está bem e sua pressão voltou ao normal. Ao sair do hospital, em Recife, Lula “despachou” com assessores dentro do avião, a caminho de São Paulo. Discutiu detalhes do discurso do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

A ministra disse que ficou “surpresa” quando assessores informaram, durante o jantar na casa do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que o presidente teve crise de hipertensão dentro do avião, quando se preparava para viajar para Davos. "Eu não me assustei, porque você se assusta quando não tem informação. Eu posso ter ficado surpresa. O presidente resolveu ir embora do jantar porque estava ficando tarde para ele viajar para Davos. Até insistiram para ele jantar, mas ele disse não. Eu fiquei e recebi a informação de que ele teve crise hipertensiva. Preocupou, porque o presidente nunca teve essa pressão."

Antes mesmo de chegar ao hospital e receber medicação, a pressão do presidente havia voltado ao normal, segundo Dilma, estava em 14 por 9. A agenda apertada dos três últimos dias, foi a causa da crise, afirma a ministra. "Nos últimos dias tivemos uma agenda puxada. No Rio, visitamos obras do PAC com o prefeito Eduardo Paes, depois fomos para o jantar de comemoração da mãe do Chico Buarque, depois para o aniversário do governador Sérgio Cabral. No outro dia, viajamos para o Rio Grande do Sul, e no outro dia para Pernambuco. Às vezes, não paramos para almoçar."

As informações são do R7.