Ao defender a negociação do governo brasileiro com o americano liderado por Donald Trump para resolver a questão do tarifaço, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que a diplomacia brasileira, que sempre foi muito respeitada, foi "deixada de lado".
"A diplomacia brasileira sempre foi reconhecida e decidimos deixar isso de lado", disse o governador ao participar na manhã desta segunda-feira, 25, de evento do Grupo Esfera Brasil.
Para Tarcísio, a questão não é tarifa. É de investimentos. "Nos afastamos de discussões sobre a OCDE. Falta visão de futuro e liderança para tirar proveito. Pensar só em eleição gera atraso", disse o governador.
Para o governador de São Paulo, a Presidência da República precisa diminuir o número de ministérios. E como exemplo, o governador citou o governo argentino de Javier Milei, que promoveu cortes de despesas públicas no país vizinho.
Tarcísio voltou a falar que é preciso enfrentar a questão fiscal: "Temos de encarar a agenda fiscal e há excelentes nomes para o Ministério da Fazenda. Temos que reduzir a rigidez orçamentária. Devemos discutir desindexação da economia e benefícios tributários."
Para o político do partido Republicanos, a redução da máquina pública é importante e é o Congresso quem poder dar essa resposta, acrescentando que é importante defender as reformas trabalhistas, tributária e da Previdência. "Queremos ser sempre o País do futuro? É preciso que haja uma liderança forte. É importante recuperar a harmonia entre os poderes e um Congresso protagonista", disse o governador. Segundo ele, é preciso ver o que a China e a Coreia do Sul fizeram nos últimos anos e de onde estes dois países saíram e onde chegaram, em termos de crescimento.
Ainda, de acordo com o governador, o Brasil está inserido em um conflito entre passado e futuro e é preciso escolher se o País quer continuar nesse conflito.
Tarcísio disse ainda que é preciso trazer para o debate os conceitos da tecnologia e do conhecimento, que vão impulsionar o capitalismo. De acordo com o governador, o mundo vive um cenário em que a geopolítica está substituindo a economia.
Sobre o modelo de presidente que o Brasil precisa para atingir as metas que ele, Tarcísio, acredita que devem gerar crescimento no Brasil, o governador citou Juscelino Kubitschek como exemplo.