"Com a CPMF, a Receita (Federal) passa a ter informações importantes sobre o contribuinte. É o maior instrumento de combate à sonegação", justificou. Para ele, não se pode exigir que o governo gaste na Saúde sem dizer de onde virão os recursos para isso. "Não adianta mandar gastar 10%, se não se der uma receita."
Ainda na defesa da tese de que apenas a criação de um imposto pode financiar o setor, Dirceu disse que, ao aprovar a Emenda 29, que regulamenta os gastos com Saúde, o Congresso deve apontar de onde virão os recursos. O ex-ministro afirmou que o governo gasta hoje aproximadamente R$ 71 milhões com o setor e que essas despesas devem dobrar nos próximos anos. Daí, segundo ele, a necessidade de se buscar maneiras de financiamento.