Política

Discussão entre vereadores marca início de CPI em Porto Alegre

Juliana Brizola e Mauro Zacher trocaram farpas sobre gestões à frente da Secretaria da Juventude

Mauro Zacher fala sobre pedido de abertura de CPI feito pela vereadora Juliana Brizola
Mauro Zacher fala sobre pedido de abertura de CPI feito pela vereadora Juliana Brizola Foto : Tonico Alvares / Câmara de Vereadores
Um bate-boca entre os vereadores pedetistas Juliana Brizola e Mauro Zacher marcou a sessão plenária desta segunda-feira na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Na ocasião, foi apresentado ao Plenário o pedido de instalação de uma CPI para investigar a Secretaria Municipal da Juventude no período em que Juliana esteve à frente da pasta e no atual, no qual seu marido, Alexandre Souza da Silveira, o Alexandre Rambo, é o secretário.

A vereadora atribuiu a um grupo político dentro de seu próprio partido as "acusações falsas" contra ela sobre supostas irregularidades na sua gestão. "A cidade não pode ficar à mercê de uma quadrilha que se instalou na pasta da Juventude", afirmou. Juliana alertou que se algo de ruim acontecer com ela ou sua família a culpa deve ser atribuída a essa quadrilha.

Para Zacher, a CPI será a oportunidade de comparar o que foi feito no ProJovem na administração dele e na gestão do marido de Juliana Brizola (PDT). "Na gestão atual, o ProJovem foi um fracasso. Os alunos foram embora", disse, acrescentando que, assim, como a vereadora, tem interesse em descobrir a verdade. Zacher também acusou a "quadrilha coordenada por ela" de agredir um de seus assessores a pauladas.

Já João Bosco Vaz (PDT) disse que ficou perplexo com a atitude dos vereadores de discutir "baixarias" na tribuna da Casa. Ele contou que tentou de tudo para evitar o confronto público entre os dois e afirmou que ambos erraram ao trazer o assunto a público. "Lavaram a roupa suja do PDT aqui. Não imaginam a repercussão que isso terá e o que esta atitude representa para o partido e para a Câmara." Para Bosco, Juliana e Zacher deveriam ter procurado os conselhos de ética tanto do partido quanto da própria Casa.

Até às 17h, já havia 19 votos à favor da instalação da CPI – são necessários 12 para iniciar uma. A pasta está sendo investigada em uma ação conjunta que envolve Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e Polícia Federal. Juliana alega que os contratos com a Fundação Universidade Luterana do Brasil (Fulbra) e Fundação Educacional e Cultural para o Desenvolvimento e o Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae), que teriam sido irregulares, não foram assinados por ela.

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