A vereadora atribuiu a um grupo político dentro de seu próprio partido as "acusações falsas" contra ela sobre supostas irregularidades na sua gestão. "A cidade não pode ficar à mercê de uma quadrilha que se instalou na pasta da Juventude", afirmou. Juliana alertou que se algo de ruim acontecer com ela ou sua família a culpa deve ser atribuída a essa quadrilha.
Para Zacher, a CPI será a oportunidade de comparar o que foi feito no ProJovem na administração dele e na gestão do marido de Juliana Brizola (PDT). "Na gestão atual, o ProJovem foi um fracasso. Os alunos foram embora", disse, acrescentando que, assim, como a vereadora, tem interesse em descobrir a verdade. Zacher também acusou a "quadrilha coordenada por ela" de agredir um de seus assessores a pauladas.
Já João Bosco Vaz (PDT) disse que ficou perplexo com a atitude dos vereadores de discutir "baixarias" na tribuna da Casa. Ele contou que tentou de tudo para evitar o confronto público entre os dois e afirmou que ambos erraram ao trazer o assunto a público. "Lavaram a roupa suja do PDT aqui. Não imaginam a repercussão que isso terá e o que esta atitude representa para o partido e para a Câmara." Para Bosco, Juliana e Zacher deveriam ter procurado os conselhos de ética tanto do partido quanto da própria Casa.
Até às 17h, já havia 19 votos à favor da instalação da CPI – são necessários 12 para iniciar uma. A pasta está sendo investigada em uma ação conjunta que envolve Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e Polícia Federal. Juliana alega que os contratos com a Fundação Universidade Luterana do Brasil (Fulbra) e Fundação Educacional e Cultural para o Desenvolvimento e o Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae), que teriam sido irregulares, não foram assinados por ela.