Política

Discussão sobre auditoria da eleição começou por WhatsApp

Dirigentes do PSDB alegaram que receberam "milhares de denúncias"

Tucanos iniciaram discussão sobre auditoria de eleição via WhatsApp
Tucanos iniciaram discussão sobre auditoria de eleição via WhatsApp Foto : Yasuyoshi Chiba / AFP / CP
A decisão do PSDB de pedir uma auditoria especial para investigar o processo eleitoral foi tomada pela direção do partido a partir de um bate-papo via WhatsApp, aplicativo de troca de mensagens instantâneas.

Responsável pelo processo, o deputado federal Carlos Sampaio, que coordenou o setor jurídico da campanha de Aécio Neves ao Palácio do Planalto, consultou os colegas e recebeu "contribuições" ao texto que mais tarde seria protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Integrantes da direção tucana diziam na noite dessa quinta-feira, que Aécio, presidente nacional da legenda, não discutiu o caso porque estaria "incomunicável". A participação do senador mineiro na decisão, no entanto, ainda não está clara.

Na troca de mensagens, um membro da direção ponderou que era preciso tomar cuidado com a redação final da representação. Havia o temor de que ela desse munição para que o PT acusasse a oposição de tentar reverter o
resultado da eleição presidencial no tapetão.

Ente os argumentos dos dirigentes do PSDB para justificar a representação é consta que, desde domingo a sigla recebeu "milhares de denúncias" de militantes e eleitores. Entre as mais recorrentes estão casos de urnas que não registravam o número 45 ou de pessoas que não puderam votar pois alguém havia feito isso em seu lugar.

Dirigentes do partido chegaram a pedir o extrato de votação para os fiscais do partido em vários Estados para fazer a conferência por amostragem com a apuração realizada pelo TSE.