Política

Doleiro é preso em Porto Alegre em nova fase da Lava Jato

Polícia Federal cumpriu mandado de prisão temporária na Vila Conceição

Doleiro é preso em Porto Alegre em nova fase da Lava Jato
Doleiro é preso em Porto Alegre em nova fase da Lava Jato Foto : Rádio Guaíba / Especial / CP
Um doleiro, suspeito de ser um dos operadores do esquema de corrupção da Petrobras, foi preso na manhã desta terça-feira em Porto Alegre durante a 26ª fase da Operação Lava Jato. De acordo com informações da Polícia Federal gaúcha, a prisão temporária foi cumprida na Vila Conceição. A identidade do homem não foi revelada e ele teria ligação com a empreiteira Odebrecht.  

Conforme a PF, o homem já foi encaminhado à sede gaúcha localizada na avenida Ipiranga. Mais tarde, o doleiro será levado até Curitiba, onde fica a Superintendência da PF.  

A ofensiva da PF, chamada de Xepa e que é um desdobramento da ação denominada de Acarajé, tem cumpre mandados na Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e no Distrito Federal.

Esta fase da Lava Jato tem relação com 23ª etapa da operação, que atingiu o publicitário João Santana, ex-marqueteiro das campanhas eleitorais da presidente Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a mulher e sócia Monica Moura.

João Santana e Monica Moura estão presos preventivamente em Curitiba, base da Lava Jato. Em Brasília, a PF está no hotel Golden Tulip, onde moram vários políticos. O local fica próximo ao Palácio da Alvorada.

"Tendo em vista que, em decorrência da análise de parte do material apreendido, descortinou-se um esquema de contabilidade paralela no âmbito do Grupo Odebrecht destinado ao pagamento de vantagens indevidas a terceiros, vários deles com vínculo direto com o poder público em todas as esferas", informa nota da PF.

Entregas de recursos a terceiros indicados pela Odebrecht

Segundo a PF, o material indicou a realização de entregas de recursos em espécie a terceiros indicados por altos executivos do Grupo Odebrecht nas mais variadas áreas de atuação do conglomerado da empresa. "Há indícios concretos de que o Grupo Odebrecht se utilizou de operadores financeiros ligados ao mercado paralelo de câmbio para a disponibilização de tais recursos", diz a PF.

Os investigados conduzidos coercitivamente serão ouvidos em suas cidades e os presos serão levados para Curitiba, base da operação. Os mandados estão sendo cumpridos um dia depois da Operação Polimento, 25ª etapa da Lava Jato, deflagrada em Portugal nessa segunda-feira. A fase internacional prendeu o empresário Raul Schmidt Felipe Junior, investigado que estava foragido desde julho de 2015.

Discriminação dos mandados

28 mandados de condução coercitiva (Alvos com múltiplos endereços)

11 mandados de prisão temporária (Alvos com múltiplos endereços)

4 mandados de prisão preventiva (Alvos com múltiplos endereços)

68 mandados de busca e apreensão

Bahia: sete em Salvador e um em Mata de São João (8)

Minas Gerais: dois em Belo Horizonte e um em Nossa Fazenda (3)

Pernambuco: quatro em Recife (4)

Rio de Janeiro: um em Angra dos Reis e 17 no Rio de Janeiro (18)

Rio Grande do Sul: um em Porto Alegre (1)

São Paulo: um em Guarujá; um em Guarulhos; dois em Jundiaí; um em Valinhos; e 25 em São Paulo (30)

Distrito Federal: quatro em Brasília (4)