“Nós queremos iniciar o mais rápido possível o processo (de licitação) e as vias de acesso na BR 116 e lançar o edital em novembro. Se tudo sair conforme o previsto, devemos concluir essas obras em três anos e meio”, projetou Tarcísio. Os engenheiros do Dnit, Luís Fernando Pires e Carlos Alberto Garcia Vieira, apresentaram o projeto. A simulação em vídeo mostrou como a obra deve impactar os bairros Humaitá e Navegantes e o entorno. As equipes aproveitaram a reunião para iniciar as tratativas de como deve ser feita a desocupação de áreas invadidas que fazem parte do projeto e o reassentamento das famílias.
Na segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff garantiu que a nova ponte será construída de qualquer forma. Pouco antes de embarcar para Brasília, ela informou que voltará ao Rio Grande do Sul mais duas vezes até o final deste ano, e que em uma delas a questão será “liquidada de vez”.
A segunda ponte do Guaíba deve ter 2,1 quilômetro de extensão e 28 metros de largura, num complexo viário que parte da rua Dona Teodora, na zona Norte da Capital, e o chamado Saco da Alemoa que, com os acessos, soma 7,3 quilômetros. A estimativa de custo é de R$ 900 milhões em troca do direito de explorar o pedágio da BR 290 entre Eldorado do Sul e Osório a partir de 2017, quando termina a concessão em vigor, com a Concepa.
Também participaram da reunião os secretários municipais de Gestão, Urbano Schmitt, de Habitação, Everton Braz, e de Direitos Humanos, Luciano Marcantonio, e o procurador-geral adjunto do Município Marcelo do Canto, o diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, Roger Pegas, e o superintendente regional no RS, Pedro Luzardo.