“Este não é um projeto simples”, afirmou Passos, em entrevista coletiva, ainda no cais do porto da Capital. “Vamos lançar o edital no final de janeiro. A partir de então, a empresa vencedora terá entre 12 e 15 meses para apresentar o projeto”, explicou ele. “A partir daí partiremos para fazer a licitação da construção da ponte, que deverá levar entre dois anos e meio e três anos.”
De acordo com o ministro, a nova ponte sobre o Guaíba vai ter plenas condições de suportar o tráfego previsto – que hoje é de cerca de 40 mil veículos por dia: “Terá duas faixas mais um acostamento. Além de uma faixa de segurança de cada lado”. O governo federal tem já realizou um estudo técnico da área. “Caso for necessário, o tamanho da pista poderá ser ampliado para três pistas “se o fluxo exigir”. Existe a possibilidade de haver um espaço para ciclovia.
O vão livre da ponte, segundo Passos, terá 36 metros “o que permitirá trânsito livre de embarcações” – o que não ocorre com a atual ponte. “O vão vertical é compatível com a maior cheia registrada pelo Guaíba”, revelou o ministro dos Transportes.
A área envolvida na obra da segunda ponte tem extensão de oito quilômetros – somente a ponte terá 1,9 quilômetro, ligando o Saco da Alemoa à rua Dona Teodora, no bairro Humaitá.