Agora, O PSB e os marineiros tentam trazer o PPS para essa aliança, partido de faz oposição ao governo Dilma Rousseff e que ofereceu abrigo à Marina quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou o pedido de registro da sigla. O deputado federal Walter Feldman (PSDB-SP), um dos apoiadores do projeto de Marina, é o encarregado de tentar trazer o PPS para o time.
Eduardo Campos aceitou oferecer um abrigo "transitório" aos membros da Rede Sustentabilidade. Dessa forma, o partido não questionaria o mandato dos marineiros que chegassem a um cargo eletivo pelo PSB e decidissem migrar quando a sigla de Marina conseguir se viabilizar na Justiça.
PPS reage mal à decisão de Marina
O PPS reagiu mal à decisão da senadora Marina Silva de formar uma frente de apoio à candidatura de Eduardo Campos. Os dirigentes do partido, que participaram de reunião com Marina, não aceitaram um acordo nesse sentido. O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (PE), disse à Marina que a escolha de ir para o PSB será um "desastre" para ela e a aconselhou a ingressar no PPS, onde teria liberdade de tocar o projeto de apoiar Campos, mas de forma independente e não "amarrada".
A ex-senadora teria ponderado, no encontro, que ao optar pelo PSB daria uma resposta ao Palácio do Planalto e aos seus críticos de que seu projeto é sair candidata a qualquer custo. No PSB, ela demonstraria que não sairá candidata à Presidência e que seu projeto é político. No encontro, Marina citou, várias vezes, Madre Teresa de Calcutá - por seu trabalho missionário. Conforme integrantes do PPS, "o projeto dela com a legenda está inviabilizado". Freire afirmou a Marina que esse gesto dela será aplaudido apenas no primeiro mês, mas depois será considerado um suicídio político.