Política

Eduardo Leite volta dos EUA em meio à polêmica sobre “Todos Nós por Todos Nós”

Deputados petistas abrem novas frentes de questionamentos a respeito do documentário produzido pela Secretaria de Comunicação

O governador com o vice na festa da vitória nas eleições de 2022
O governador com o vice na festa da vitória nas eleições de 2022 Foto : Maurício Tonetto/Divulgação/CP

O retorno do governador Eduardo Leite (PSD) da missão aos Estados Unidos ao fim desta semana será marcado pela polêmica envolvendo o documentário “Todos Nós por Todos Nós”, produzido pela Secretaria de Comunicação (Secom) do Executivo. Leite chega ao RS em meio a ampliação da ofensiva dos deputados petistas gaúchos sobre a produção e veiculação do filme.

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O líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, deputado Miguel Rossetto, fez, no final da quinta-feira, um aditamento na representação encaminhada pela bancada na terça ao Ministério Público do RS. O complemento toma por base a associação entre o título do filme e um dos slogans da campanha de Leite nas eleições de 2022, e solicita que o MP apure a responsabilidade do governador por propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder político.

O aditamento protocolado por Rossetto é praticamente idêntico ao que, na quarta-feira à noite, o deputado federal Paulo Pimenta (PT) fez na representação que havia protocolado no Ministério Público Federal (MPF), também sobre o documentário.

Em outra frente, o líder da bancada apresentou requerimento na Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização da Assembleia para que o secretário de Comunicação do governo, Caio Tomazeli, compareça ao colegiado e explique sete itens sobre o documentário. Entre eles o custo total da confecção do filme, o investimento em divulgação e a base legal para sua realização.

Para rebater os questionamentos, a Secom adotou inicialmente a postura de divulgar notas. Foram duas até o momento. A proporção alcançada pelo tema, contudo, acabou fazendo com que tanto Leite quanto Tomazeli já começassem a se manifestar a respeito ainda nos Estados Unidos.

Na primeira nota, divulgada na terça, a Secom argumentou que a obra foi produzida por sua própria equipe, e retrata de forma objetiva o impacto e os reflexos das enchentes no RS. Também informou que a produção integra a programação organizada pelo governo para marcar o primeiro ano da tragédia do clima e, ao mesmo tempo, prestar contas sobre o andamento do Plano Rio Grande. O plano foi instituído para gerir as ações de reconstrução do Estado.

Na segunda nota a secretaria rebate a associação entre o nome do documentário e um dos slogans da campanha de 2022. “A respeito do título do documentário alusivo ao primeiro ano das enchentes de maio de 2024, a Secom esclarece que a frase ‘Todos nós por todos nós’ foi usada em textos em diferentes contextos ao longo do tempo. Essa expressão é o conceito do Plano Rio Grande para representar o esforço e participação de todos durante as enchentes e a reconstrução do Estado. Já a frase ‘Agora somos todos nós por todos nós’, além de ser diferente, aparece em texto e foi utilizada como mensagem comemorativa em uma camiseta. O slogan da campanha eleitoral do segundo turno em 2022 foi ‘O Rio Grande fala mais alto’”, diz o texto.