Para Juliana Brizola (PDT), pré-candidata ao governo do Estado, a Saúde no Rio Grande do Sul é um problema crônico. "É uma fila interminável, uma fila onde tu entras com uma doença curável e sais com uma doença crônica", criticou. Segundo ela, só hoje são 621 mil pessoas aguardando uma consulta e 228 mil pessoas na espera de uma cirurgia. Por isso, o tema precisa ser encarado com "coragem" e por "gente que entende do assunto".
Juliana é a última dos quatro pré-candidatos ao governo do Estado, com partidos que possuem representação no Congresso, a participar da série de entrevistas ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba.
A pré-candidata defendeu a execução do programa “Pró-Hospitais”. A medida atua como um incentivo para que os empresários doem até 5% do ICMS pago ao governo do Estado para os hospitais filantrópicos e Santas Casas. “A gente pode injetar R$ 800 milhões por ano. O que pode ajudar a diminuir essa fila e, também, a melhorar a infraestrutura dos hospitais. E também ajuda a realizar mutirões regionais”, contou.
Para a Educação, Juliana defende o setor como um dos meios para desenvolver o Estado. “A educação é muito importante para um desenvolvimento econômico. Eu não conheço nenhum país, nenhum estado, nenhuma cidade, que se desenvolveu economicamente e que não teve melhora nos seus índices educacionais”, contou.
A ex-deputada afirma receber relatos de uma escassez de mão de obra qualificada no Rio Grande do Sul. E uma das medidas para dar esse impulso é melhorar a qualidade do ensino. Principalmente por meio das escolas de turno integral e da valorização dos professores e professoras, que "foram muito penalizados nos últimos anos. Além da meritocracia, que foi instalada na escola pública, eles tiveram perdas salariais enormes".
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Apesar da afirmação, o PDT, partido de Juliana, integrou a base do governo de Eduardo Leite durante quase todo o segundo mandato. Questionada sobre as suas diferenças com o governador Eduardo Leite, Juliana disse que concorda com pontos defendidos pelo ex-tucano, como “a democracia e as instituições”, mas critica o modelo adotado por ele nas privatizações da Corsan e da CEEE.