Neste domingo 142 milhões de brasileiros voltam às urnas para decidir quem governará o Brasil a partir de 2015. Os gaúchos ainda definirão o seu governador para os próximos quatro anos. Na disputa presidencial, estão a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, e o senador mineiro Aécio Neves (PSDB). O escolhido será o sétimo presidente desde a redemocratização e a volta das eleições diretas, em 1989. Em relação a 2010, a eleição presidencial deste ano guarda algumas semelhanças: apesar de possuírem visões diferentes sobre os rumos da economia, mais uma vez dois economistas disputam a Presidência. E, de novo, PT e PSDB polarizam a disputa.
Dilma, que derrotou o tucano José Serra em 2010, quando concorreu pela primeira vez a um mandato eletivo, agora disputa a reeleição amparada por ampla coalizão de partidos (PT, PMDB, PSD, PP, PR, PROS, PDT, PCdoB e PRB). Aécio, que estreia na corrida presidencial após ter sido deputado, governador de Minas Gerais e senador, tem a seu lado PSDB, Dem, PMN, SDD, PEN, PTN, PTB, PTC e PTdoB. No segundo turno, obteve o apoio da candidata derrotada Marina Silva e do PSB, que aderiu oficialmente, embora rachado em relação ao apoio a Aécio.
Candidatos que fizeram menos de 1% dos votos no primeiro turno, como Everaldo Pereira (PSC), Eduardo Jorge (PV), Levy Fidelix (PRTB) e Eymael (PSDC) declararam apoio a Aécio. PSTU e PCB pregam voto nulo no segundo turno. O PSol, que obteve mais de 1% dos votos válidos no primeiro turno, recomendou aos eleitores que não votem em Aécio. Parte dos líderes da sigla está com Dilma.
No primeiro turno, Dilma obteve 41,59% dos votos válidos, e Aécio, 33,55%. No segundo, a disputa se acirrou, e a troca de ataques pesados tomaram tal proporção que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tomou medidas para fazer com que as campanhas “baixassem o tom”.
Votação decide 14 novos governadores no país
Além do Rio Grande do Sul, mais 12 Estados e o Distrito Federal escolherão seus novos governadores neste domingo. No Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB) obteve 45,23% dos votos válidos e Jofran Frejat (PR), 27,97%. NoAcre, amparado por uma ampla coalizão de partidos, o governador Tião Viana (PT) ficou com 49,73% dos válidos no primeiro turno, e Márcio Bittar (PSDB), com 30,10%.
No Amapá, Waldez Góes (PDT) obteve 42,18% dos votos válidos, e o governador Camilo Capiberibe (PSB), com 27,53%. No Amazonas, Eduardo Braga (PMDB ) obteve 43,16%, e o atual governador, José Melo (Pros), 43,04%. No Ceará, a disputa do segundo turno contrapõe Camilo Santana (PT), que conseguiu 47,81% dos válidos no primeiro turno, e o senador Eunício Oliveira (PMDB), que obteve 46,41%. Em Goiás, o governador Marconi Perillo (PSDB) teve 45,86% dos válidos e o ex-governador Íris Rezende (PMDB), 28,40%. No Mato Grosso do Sul, o senador Delcídio Amaral (PT) fechou o primeiro turno com 42,92%, e Reinaldo Azambuja (PSDB), com 39,09%.
No Pará, Helder Barbalho (PMDB), obteve 49,88% dos votos válidos no primeiro turno, e o governador Simão Jatene (PSDB), 48,48%. Na Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB) e o governador Ricardo Coutinho (PSB) disputam o governo. Cunha Lima obteve 47,44% dos válidos no primeiro turno e Coutinho, 46,05%. No Rio de Janeiro, a briga é entre Luiz Fernando Pezão (PMDB), que ficou com 40,57% dos votos válidos, e Marcelo Crivella (PRB), com 20,26%.
Rio Grande do Norte, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB), obteve 47,34% dos válidos no primeiro turno, e o atual vice-governador Robinson Faria (PSD), 42,04%. Em Rondônia, o embate se dá entre o governador Confúcio Moura (PMDB), que ficou com 35,86% dos votos válidos no primeiro turno, e Expedito Júnior (PSDB), que obteve 35,42%. Em Roraima, a candidata Suely Campos (PP) chegou ao final do primeiro turno com 41,48% dos votos válidos, e seu adversário, Chico Rodrigues (PSB), com 37,62%.
Eleição define presidente e governadores no País
Dilma Rousseff e Aécio Neves disputam voto de 142 milhões de eleitores