A Câmara Americana de Comércio (Amcham) realizou, nesta terça-feira (11), um encontro com a comunidade empresarial e candidatos ao governo do Estado para apresentar o documento do projeto “RS que Queremos” e promover um diálogo sobre suas propostas para o futuro do Rio Grande do Sul, tendo como referência os desafios e prioridades apontados pelo setor produtivo. Dos convidados a participar, Gabriel Souza (MDB) e Marcelo Maranata (PSDB) foram os únicos que compareceram.
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O presidente do Conselho Amcham Porto Alegre, José Renato Hopf, explicou que o projeto “RS que Queremos” foi um trabalho articulado com mais de 80 empresas, no qual foram estabelecidos três pontos centrais: Ambiente de Negócios e Atração de Investimentos; Gestão das Águas e Resiliência Climática; e Infraestrutura e Logística Regional. “Necessidades que a gente acredita que são pilares importantes para que possamos garantir competitividade, atração de investimentos e aumentar a produtividade.”
“O objetivo de trazer os candidatos é para entregar esse documento, e que ele seja importante para que possam embasar seus programas de governo”, afirmou Hopf.
O painel funcionou da seguinte maneira: os candidatos falaram por uma hora sobre o assunto debatido e depois foi aberta a sessão de perguntas feitas pelo público, composto por lideranças empresariais.
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Maranata foi o primeiro a participar. Além de apresentar sua trajetória profissional e política, e falar sobre o tema proposto, ele teceu críticas ao atual governo e a Juliana Brizola (PDT), resgatando pontos discutidos em debates, além de fazer cobranças, mais uma vez, a respeito das obras estaduais.
“Vir aqui hoje para mim é um privilégio, poder estar do lado de empresários, de pessoas, profissionais liberais e tanta gente que se reúne, busca o que tem de melhor, que pensa o Estado, que não quer ir embora, que tem seus negócios aqui, que quer ver o Estado crescer, e me dar a oportunidade de falar sobre o nosso plano de governo”, afirmou Maranata.
Gabriel foi o segundo a participar. O atual vice-governador apresentou o que o governo vem fazendo e o que pretende melhorar, caso eleito. Além disso, ele também teceu críticas a respeito da ausência dos outros candidatos.
“É uma oportunidade de conversar com uma instituição tão importante para o desenvolvimento do Estado, que incentiva negócios entre o Brasil e os Estados Unidos, ainda mais agora nesse momento de taxação dos produtos brasileiros exportados àquele país. E temos a oportunidade de mostrar o nosso plano para o desenvolvimento do Estado”, apontou Gabriel.
Falta dos candidatos
Conforme a Amcham, os quatro candidatos ao governo do Estado com representação no Congresso foram convidados para participar. Luciano Zucco (PL) teria marcado um evento privado para quarta-feira com a entidade, enquanto Juliana não teria aceitado o convite.
Maranata lamentou a ausência dos adversários, pois, segundo ele, o eleitor quer conhecer as propostas. “A gente teve debates importantes da saúde, com os hospitais, do agro, da proteína, para falar sobre a Região Carbonífera, do turismo na Serra Gaúcha, e eles não foram. Ser governador é estar respondendo aos questionamentos da sociedade, dos empresários, de pessoas que vivem nesse Estado.”
“É um desrespeito com o eleitor e com o empresariado não estar presente. E quando vão para o debate, não entram na discussão, ficam um perguntando para o outro, uma conversa macia, mole, combinada, que não esclarece nem diz a que veio", disse Maranata.
Para Gabriel, a ausência dos adversários mostra fragilidade e a falta de capacidade de apresentar propostas. “É só crítica, mas não tem conteúdo, não tem apresentação de propostas. Seria uma aventura embarcar nas suas candidaturas, na nossa opinião, em virtude dessa ausência de caminhos para desenvolver o Rio Grande do Sul. A gente não conhece qual é o projeto deles, não sabe exatamente o que estão defendendo.”
“Lamento a ausência deles, mas mostra muito nitidamente que estão receosos de expor essa fragilidade das suas candidaturas”, concluiu Gabriel.
